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Mulheres ganham 21% menos que homens no Brasil, aponta governo

Desigualdade salarial de gênero no Brasil chega a 21,3% no setor privado com cem ou mais empregados, com Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná entre os maiores gaps

Pesquisa do Datafolha de abril evidencia desigualdade de gênero frente a cenário financeiro brasileiro
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  • Mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens no setor privado com cem ou mais empregados, conforme o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.
  • O estudo utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e envolve cerca de 53,5 mil estabelecimentos.
  • Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) registram as maiores desigualdades salariais de gênero.
  • Piauí (92,1%), Acre (91,9%), Distrito Federal (91,2%) e Ceará (90,5%) têm remuneração média feminina mais próxima da masculina.
  • O relatório foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres na segunda-feira (27) para monitorar a igualdade salarial prevista em lei.

O governo informou que as mulheres seguem recebendo em média 21,3% a menos do que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. A diferença salarial é calculada pelo 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.

O estudo, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério das Mulheres, utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrange cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100+ funcionários, além de informações fornecidas pelas próprias empresas.

A divulgação ocorreu nesta segunda-feira, 27, e reforça a obrigatoriedade legal de igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma função. O relatório aponta variações regionais relevantes.

Desigualdades por estado

Piauí, Acre, Distrito Federal e Ceará apresentam as remunerações médias femininas mais próximas das masculinas, com 92,1%, 91,9%, 91,2% e 90,5%, respectivamente.

Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná registram as maiores disparidades, com 70,7%, 71,2% e 71,3% do salário médio das mulheres em relação aos homens. As informações ajudam a mapear pontos críticos.

O documento também detalha que a diferença se mantém estável em comparação com novembro de 2025, quando o índice era de 21,2%. A divulgação reforça o monitoramento da igualdade remuneratória no país.

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