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Novo Desenrola permite uso do FGTS para renegociação de dívidas

Desenrola 2.0 usará FGTS para renegociação de dívidas com descontos de até noventa por cento, com aporte do Fundo Garantidor de Operações; anúncio pode ocorrer ainda nesta semana pelo presidente Lula

São Paulo (SP), 27/04/2026 - Ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista coletiva. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
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  • Novo Desenrola 2.0 deve ser anunciado ainda nesta semana pelo presidente Lula e vai permitir o uso do FGTS para renegociação de dívidas.
  • Haverá limite para o uso do FGTS, limitado a um percentual do saque e vinculado ao pagamento das dívidas do programa, sem exceder o valor da dívida.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que as negociações com bancos estão em vias de conclusão; participaram entidades como BTG Pactual, Itaú, Santander, Bradesco, Nubank e Citibank.
  • O programa pretende reduzir a inadimplência, com descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, e contará com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
  • A meta é atingir milhões de pessoas; no Desenrola de 2023, cerca de 15 milhões foram beneficiadas com renegociação de R$ 53,2 bilhões.

O governo planeja lançar o novo Desenrola 2.0 ainda nesta semana, com a possibilidade de usar o FGTS para renegociar dívidas dos brasileiros. A medida deve ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista em São Paulo.

Durigan informou que haverá um limite para o uso do FGTS no programa, vinculado a um percentual do saque. O objetivo é permitir a renegociação das dívidas sem extrapolar o saldo disponível no fundo. Ele afirmou que a garantia do fundo ficará dentro de um teto necessário para sustentar o programa.

Nesta segunda-feira, o ministro esteve em reunião com bancos em São Paulo, incluindo executivos de BTG Pactual, Itaú, Santander, Bradesco e Nubank, além de representantes do Citibank. Ao longo da tarde, ele manteve contato com o setor e reiterou a intenção de entregar o programa ao presidente ainda nesta semana.

Objetivos e condições iniciais

Durigan afirmou que o Desenrola 2.0 busca reduzir a inadimplência em um cenário de juros ainda elevados, com expectativa de queda futura. A proposta aponta para descontos relevantes em dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, em combinação com condições mais favoráveis de crédito.

O ministro sinalizou que haverá aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para sustentar a renegociação. Segundo ele, o aporte deve ser suficiente para viabilizar a adesão de quem quiser renegociar, sem detalhar o tamanho do montante.

Desempenho esperado e alcance

Durigan estimou que descontos de até 90% sejam possíveis, dependendo da negociação com as instituições financeiras. Ele ressaltou que o Desenrola 2.0 será uma medida excepcional, não um refis periódico, e que não se espera recorrência constante de ações semelhantes.

O ministro comentou que milhões de brasileiros podem ser impactados pela nova medida e que o governo espera atingir dezenas de milhões de pessoas. No primeiro Desenrola Brasil, aproximadamente 15 milhões de pessoas tiveram dívidas negociadas e R$ 53,2 bilhões quitados.

Segurança jurídica e próximos passos

Ainda não foram divulgados todos os detalhes operacionais do programa, mas o governo trabalha para concluir as tratativas com as instituições financeiras e apresentar o formato final ao presidente ainda nesta semana. A coletiva de imprensa deverá esclarecer regras, prazos e critérios de elegibilidade.

À tarde, Durigan também manteve encontros com executivos de companhias do setor de petróleo e gás para tratar de impactos econômicos e oportunidades adjacentes ao novo desenho da renegociação de dívidas. A pauta foi organizada com foco na estabilidade financeira das famílias e no ambiente macroeconômico do país.

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