- Novo Desenrola 2.0 deve ser anunciado ainda nesta semana pelo presidente Lula e vai permitir o uso do FGTS para renegociação de dívidas.
- Haverá limite para o uso do FGTS, limitado a um percentual do saque e vinculado ao pagamento das dívidas do programa, sem exceder o valor da dívida.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que as negociações com bancos estão em vias de conclusão; participaram entidades como BTG Pactual, Itaú, Santander, Bradesco, Nubank e Citibank.
- O programa pretende reduzir a inadimplência, com descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, e contará com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
- A meta é atingir milhões de pessoas; no Desenrola de 2023, cerca de 15 milhões foram beneficiadas com renegociação de R$ 53,2 bilhões.
O governo planeja lançar o novo Desenrola 2.0 ainda nesta semana, com a possibilidade de usar o FGTS para renegociar dívidas dos brasileiros. A medida deve ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista em São Paulo.
Durigan informou que haverá um limite para o uso do FGTS no programa, vinculado a um percentual do saque. O objetivo é permitir a renegociação das dívidas sem extrapolar o saldo disponível no fundo. Ele afirmou que a garantia do fundo ficará dentro de um teto necessário para sustentar o programa.
Nesta segunda-feira, o ministro esteve em reunião com bancos em São Paulo, incluindo executivos de BTG Pactual, Itaú, Santander, Bradesco e Nubank, além de representantes do Citibank. Ao longo da tarde, ele manteve contato com o setor e reiterou a intenção de entregar o programa ao presidente ainda nesta semana.
Objetivos e condições iniciais
Durigan afirmou que o Desenrola 2.0 busca reduzir a inadimplência em um cenário de juros ainda elevados, com expectativa de queda futura. A proposta aponta para descontos relevantes em dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, em combinação com condições mais favoráveis de crédito.
O ministro sinalizou que haverá aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para sustentar a renegociação. Segundo ele, o aporte deve ser suficiente para viabilizar a adesão de quem quiser renegociar, sem detalhar o tamanho do montante.
Desempenho esperado e alcance
Durigan estimou que descontos de até 90% sejam possíveis, dependendo da negociação com as instituições financeiras. Ele ressaltou que o Desenrola 2.0 será uma medida excepcional, não um refis periódico, e que não se espera recorrência constante de ações semelhantes.
O ministro comentou que milhões de brasileiros podem ser impactados pela nova medida e que o governo espera atingir dezenas de milhões de pessoas. No primeiro Desenrola Brasil, aproximadamente 15 milhões de pessoas tiveram dívidas negociadas e R$ 53,2 bilhões quitados.
Segurança jurídica e próximos passos
Ainda não foram divulgados todos os detalhes operacionais do programa, mas o governo trabalha para concluir as tratativas com as instituições financeiras e apresentar o formato final ao presidente ainda nesta semana. A coletiva de imprensa deverá esclarecer regras, prazos e critérios de elegibilidade.
À tarde, Durigan também manteve encontros com executivos de companhias do setor de petróleo e gás para tratar de impactos econômicos e oportunidades adjacentes ao novo desenho da renegociação de dívidas. A pauta foi organizada com foco na estabilidade financeira das famílias e no ambiente macroeconômico do país.
Entre na conversa da comunidade