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Penduricalhos da Fazenda de SP somam R$ 111 milhões em um mês

Auditores da Fazenda paulista têm contracheques líquidos de até R$ 513 mil em março, impulsionados por vantagens eventuais, licença-prêmio e abono de permanência

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  • Em março, salários líquidos de auditores da Fazenda de São Paulo chegaram a valores de até R$ 513 mil, acima do teto estadual de R$ 36,3 mil.
  • No mês, 64% dos auditores ultrapassaram o limite, influenciados por três penduricalhos diferentes: vantagens eventuais, licença-prêmio indenizada e abono de permanência.
  • A Secretaria da Fazenda informou que esses valores são verbas excepcionais, não permanentes, e plenamente amparadas pela legislação vigente.
  • Ao todo, 2.418 auditores constaram na folha de pagamento de março, com custo total de cerca de R$ 100 milhões em remuneração líquida para o Estado; a média é de cerca de R$ 41 mil.
  • Entre aposentados, o maior vencimento líquido foi de R$ 513.273,40, com a maior parte vindo da licença-prêmio; a média de remuneração fica cerca de 14% acima do teto.

Em março, auditores fiscais da Fazenda estadual de São Paulo tiveram os maiores salários do funcionalismo, ativos e inativos, com contracheques líquidos de até R$ 513 mil. Os valores ultrapassaram o teto estadual de R$ 36,3 mil.

Ao todo, 2.418 auditores constam na folha de pagamento da Fazenda no mês. Um bloco de 64% da categoria teve remuneração acima do limite, impulsionado por três penduricalhos indicados pela Receita.

A Secretaria de Fazenda afirma que os valores são verbas excepcionais, não permanentes, e plenamente amparados pela legislação vigente. A afirmação foi publicada pela secretaria à reportagem.

Rubricas que elevam vencimentos

Os pagamentos acima do teto envolveram três rubricas que não se incorporam aos vencimentos contínuos. Vantagens eventuais, licença-prêmio indenizada e abono de permanência foram os componentes responsáveis pelos valores elevados.

No acumulado de março, os encargos com remuneração líquida somaram cerca de R$ 100 milhões para os 2.418 auditores. Entre eles, o maior salário líquido ficou em R$ 390,4 mil; o segundo, R$ 371,2 mil.

Ainda segundo a Fazenda, a diferença entre os valores brutos e líquidos se deve às deduções legais, e o teto é definido por lei estadual. A média da categoria ficou em torno de R$ 41 mil, aproximadamente 14% acima do teto.

Na prática, a projeção é de que os penduricalhos históricos tenham peso relevante em meses específicos, mas não configuram aumento remuneratório contínuo, segundo o órgão. A atual gestão destaca que o cenário envolve de modo geral parcelas indenizatórias.

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