- O pix passa por atualizações de segurança com o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que permite rastrear o dinheiro em múltiplas camadas para tentar recuperar valores desviados.
- O MED 2.0 soluciona a pulverização de valores, permitindo monitorar o fluxo mesmo quando o montante é distribuído entre várias contas.
- O bloqueio cautelar pode reter transações atípicas por até 72 horas, com decisão de liberar ou estornar o recurso, para evitar saques em casos de fraude.
- Dispositivos não cadastrados passam a ter limites menores: R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia; a liberação depende de validação biométrica, e aumentos de limite levam 24 horas para serem aprovados.
- A devolução de valores passou a ser mais ágil, com prazo de até 11 dias após a contestação; a regra tornou-se obrigatória para bancos em 2 de fevereiro de 2026. Também há menção a um relatório dos EUA sobre o pix.
O pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado em 2020, passa por atualizações de segurança sugeridas pelo Banco Central no início deste ano. As diretrizes visam combater golpes e facilitar a recuperação de valores transferidos indevidamente.
A principal novidade é o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0). Ele permite rastrear o dinheiro em múltiplas camadas, aumentando as chances de reaver fundos desviados. O BC tornou essa regra um requisito mínimo de segurança para as instituições.
MED 2.0 e rastreabilidade
A implementação do MED 2.0 supera a limitação anterior, que interrompia o rastreamento na primeira conta receptora. Hoje, bancos monitoram o fluxo financeiro mesmo com valores distribuídos entre várias contas sucessivas.
Bloqueio cautelar e validação de dispositivos
Além disso, bancos podem aplicar bloqueio cautelar por até 72 horas a transações atípicas. Durante esse período, o valor fica retido para decidir pela devolução à origem ou liberação ao recebedor.
Para dificultar golpes, regras de acesso por dispositivos não cadastrados ficaram mais rígidas. Em novos aparelhos, o limite fica em R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia.
Limites, validação e prazos de devolução
Os limites restritos permanecem até validação biométrica completa. Usuários podem reduzir limites a qualquer momento; aumentos levam 24 horas para aprovação, para evitar transferências sob coação.
A devolução torna-se mais rápida: o prazo é de até 11 dias após a contestação. A adesão obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026 substituiu a fase facultativa de fim de 2025.
PIX e o cenário internacional
O Escritório de Comércio dos EUA (USTR) publicou relatório sobre a investigação comercial envolvendo o Brasil. O documento aponta práticas consideradas desleais entre os países e cita o pix como obstáculo por ser regulado pelo BC, o que pode favorecer soluções nacionais em detrimento de concorrentes americanos.
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