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Principais sites de previsões globais fora do ar no Brasil; entenda o motivo

Anatel bloqueia plataformas de mercados de previsão após mudança de entendimento do CMN; 19 mil provedores notificados e 39 mil domínios derrubados

Polymarket é a maior empresa das 27 afetadas com os bloqueios. (Foto: Reprodução/PolyMarket)
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  • Quase trinta plataformas de previsão ficaram fora do ar no Brasil, incluindo a Polymarket, após mudança de entendimento do Conselho Monetário Nacional com apoio de uma nota técnica da Fazenda.
  • A nota entende que contratos de mercados de previsão que envolvem temas não econômicos não são investimentos, parecendo apostas de quota fixa.
  • O CMN publicou resolução que proíbe derivativos vinculados a eventos esportivos, jogos on-line e temas não econômicos, com validade a partir de 4 de maio.
  • A Anatel iniciou bloqueios, notificando cerca de 19 mil provedores para impedir a exibição das plataformas, sob o argumento de proteger a poupança popular.
  • O Novo protocoloou decreto legislativo para suspender a resolução, enquanto juristas questionam a constitucionalidade; a lista de sites bloqueados inclui Polymarket e Kalshi.

Quase 30 plataformas de mercado de previsão ficaram indisponíveis no Brasil após uma mudança de interpretação regulatória. A Anatel iniciou o bloqueio com apoio de uma nota técnica do Ministério da Fazenda, alinhada a diretrizes do CMN e do Banco Central. O objetivo alegado é coibir apostas ligadas a eventos não econômicos.

A nova leitura normativa classifica contratos preditivos como ilegais quando não envolvem temas econômicos. Dessa forma, eventos esportivos, políticos ou culturais e de entretenimento passam a ficar proibidos por meio de plataformas de investimentos, segundo o governo.

A mudança teve impacto direto no ecossistema de previsões no país. Provedores de serviços foram notificados, e a ofensiva envolve o fechamento de domínios e bloqueio de exibição de plataformas, com o objetivo de proteger a poupança popular e evitar endividamento.

O que mudou na prática

A nota técnica da Fazenda sustenta que mercados de previsão que ofertam contratos ligados a eventos não econômicos exploram indevidamente a modalidade de aposta de quota fixa. A instituição afirma que tais contratos não configuram investimentos.

O CMN, por sua vez, publicou resolução que veda derivativos atrelados a eventos esportivos, jogos on-line e temas não econômicos. A norma passa a vigorar a partir de 4 de maio e aponta que investimentos em previsões devem ter lastro econômico-financeiro.

Reação e posição jurídica

O Novo protocolou projeto para suspender os efeitos da resolução, sob o argumento de que restrições a atividades econômicas dependem de lei. Advogados ouvidos pela reportagem destacam a legalidade e a necessidade de evitar abusos contra a livre iniciativa.

Segundo especialistas, a defesa técnica central é a de que regulações não podem ser usadas para eliminar concorrência ou desvirtuar o objetivo de competição de mercado. A discussão envolve legalidade, constitucionalidade e possíveis desdobramentos judiciais.

Plataformas bloqueadas pela Anatel

A lista de sites bloqueados inclui plataformas de previsão de diversos nomes. Entre as mentions observadas, estão PredictIt, Polymarket, Kalshi, e Ruckus Market, além de outras 20 plataformas citadas pela Anatel. A medida afetou provedores e usuários que operavam nesses mercados.

  • PredictIt
  • Palpita
  • Cravei
  • Previsao
  • Véspera
  • Palpitano
  • PRÉVIAS – Plataforma de Mercado Preditivo
  • Predict
  • ProphetX Prediction Market
  • Robinhood
  • OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
  • Fanatics Markets
  • Novig
  • Hedgehog Markets
  • IBKR ForecastTrader
  • Voxfi
  • Futuriza
  • Eu Já Sabia Mercados Preditivos
  • MercadoPred
  • Palpitada
  • Pliks
  • PolySwipe
  • PRED Exchange
  • Ruckus Market
  • Stride
  • Polymarket
  • Kalshi

Próximos passos

Especialistas consideram possível continuidade de ações regulatórias, com ajustes em políticas públicas e eventual judicialização de pontos controversos. As autoridades reiteram a intenção de preservar a estabilidade econômica e a proteção ao consumidor.

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