- A reforma tributária substituirá PIS, Cofins, ICMS e ISS pelo IVA dual: CBS em nível federal e IBS nos estados/municípios, alterando a operação dos supermercados.
- A não cumulatividade plena amplia o uso de créditos, mas exige processos integrados, dados confiáveis e controle detalhado das operações para que o ganho seja efetivo.
- A tributação no destino implica recolhimento no local de consumo, levando redes com várias filiais a monitorar desempenho por unidade com cruzamento de vendas, custos e comportamento de consumo.
- O mix de produtos deve sofrer ajustes: itens da cesta básica podem ter tratamento diferente; bebidas alcoólicas, refrigerantes e itens supérfluos podem ter carga maior, estimulando marcas próprias e promoções.
- A competitividade passa a depender de inteligência de negócio: revisão de portfólio, pricing, tecnologia, gestão tributária automatizada e transformação de dados em insights para decisões rápidas.
A reforma tributária pode redefinir margens, preços e competitividade dos supermercados. O tema, ainda em discussão, impacta o varejo e exige ajustes em pricing, logística e gestão financeira. O objetivo é simplificar impostos, com mudanças que afetam todo o setor.
Especialistas destacam que a substituição gradual de tributos pelo IVA dual muda o jogo. O CBS (federal) e o IBS (estados e municípios) alteram a dinâmica operacional das redes de supermercado, que movimentam centenas de bilhões por ano.
Segundo a Abras, o setor responde por grande parte da renda familiar e de empregos. A reforma tende a ampliar a visibilidade de custos e a exigir controle detalhado de operações em várias praças.
A não cumulatividade plena, uma das mudanças esperadas, ampliará créditos tributários ao longo da cadeia. Para capturar o ganho, serão necessários processos integrados e dados confiáveis.
Inteligência de negócio
Na prática, será preciso revisar portfólio, pricing e tecnologia. A gestão tributária automatizada e o fortalecimento de marcas próprias aparecem como pilares para competir.
A tributação no destino exige ajustar estratégias regionais e políticas comerciais por praça. Redes com várias filiais precisarão acompanhar desempenho por unidade com maior rigor.
O desafio é manter margens estáveis diante de custo tributário variável. A leitura de cenários, ajustes rápidos de preços e negociação com fornecedores serão vitais.
Profissionais do setor apontam que itens da cesta básica devem receber tratamento diferente de bebidas e itens supérfluos. A mudança pode acelerar marcas próprias e promoções.
No curto prazo, quem transformar dados transacionais em inteligência de negócio terá vantagem. No longo, o ambiente pode ficar mais previsível e equilibrado.
Daniel Los Angeles, executivo de novos negócios e parcerias, resume: informação rápida e gestão precisa se tornam requisito básico para o varejo.
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