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Tensão no Oriente Médio aumenta cautela antes da super quarta

Tensões no Oriente Médio mantêm cautela no mercado, com petróleo acima de US$ 100 e Ibovespa em baixa impulsionada pela Petrobras

Donald Trump cancelou ida de Jared Kushner (esquerda) e Steve Witknoff (centro) ao Paquistão
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  • O Ibovespa encerrou em queda de 0,33%, aos 190.745,02 pontos, influenciado pela tensão no Oriente Médio.
  • O petróleo fechou em queda, após sinal de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, mesmo com preço ainda próximo de US$ 100. Brent ficou em US$ 106,54 e WTI em US$ 95,20.
  • Petrobras teve perdas de 0,97% (ações ordinárias) e 1,28% (preferenciais), enquanto a Vale caiu 0,12%.
  • O dólar caiu 0,11%, cotado a R$ 5,00, com menor percepção de risco no mercado diante de novas negociações entre Washington e Teerã.
  • O mercado aguarda a agenda de decisões de política monetária, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Banco Central, além de indicadores como IPCA-15 e o desempenho do PIB e inflação nos EUA.

O Ibovespa fechou em baixa na sexta-feira (24), ao passo que tensões no Oriente Médio aumentaram a cautela dos investidores. O índice caiu 0,33%, aos 190.745,02 pontos, influenciado pela alta volatilidade das commodities.

Petróleo operou em forte alta ao longo da semana, mas encerrou em queda com a possível retomada de negociações entre EUA e Irã. Petrolíferas nacionais registraram fortes quedas: Petrobras ON (-0,97%) e PN (-1,28%), acompanhando o movimento do petróleo. A Vale caiu 0,12%.

No câmbio, o dólar recuou 0,11%, fechando em R$ 5,00, com menor percepção de risco no mercado ante a chance de nova rodada de conversas entre Washington e Teerã. O ambiente financeiro ficou mais contido, mas atento a decisões de política monetária.

Cenário de mercados e agenda

A semana mescla tensões geopolíticas com decisões de política monetária e indicadores. Nos EUA, ganham importância a prévia do PIB do 1º trimestre e o índice de inflação PCE. No Brasil, o foco está no IPCA-15 de abril e na decisão do Copom sobre a Selic.

O Banco Central brasileiro deve apresentar novo corte de 0,25 ponto percentual, segundo pesquisa de mercado. Entre 37 instituições consultadas, 33 indicaram postura mais cautelosa, refletindo o ambiente desafiador.

Divergência entre geopolítica e commodities

A persistência de conflitos no Oriente Médio, combinada com o petróleo próximo de US$ 100, sustenta cautela entre analistas. Apesar do câmbio mais estável, a inflação continua sensível e condiciona a atuação do BC.

No cenário internacional, Donald Trump cancelou a viagem de representantes aos políticos iranianos, adicionando incerteza. Uma proposta de Teerã mencionada pela Axios abre a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz como condição inicial, adiando o tema nuclear para etapas futuras.

Projeções e impactos recentes

Segundo autoridades americanas, a discussão sobre Ormuz deve ocorrer em reunião convocada por Trump para esta segunda-feira (27), em Washington. Mesmo assim, o Brent para junho avançou 1,15%, a US$ 106,54, e o WTI para junho subiu 0,85%, a US$ 95,20.

O minério de ferro permaneceu estável no fechamento em Dalian, China, a US$ 114,9 por tonelada. A soma de geopolítica com indicadores econômicos mantém o cenário global volátil e monitorado por investidores.

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