- A Usiminas (USIM5) teve alta de quase 5% após divulgar o resultado do primeiro trimestre de 2026, que veio acima das previsões.
- O EBITDA ficou em R$ 653 milhões, 26% acima do esperado, impulsionado pela divisão de aço com maior rentabilidade por tonelada vendida.
- A empresa reduziu custos e elevou a rentabilidade, mantendo fluxo de caixa livre em R$ 83 milhões, mesmo com impacto negativo temporário do capital de giro.
- A operação de minério de ferro ficou mais fraca no trimestre, em linha com fatores sazonais e chuvas que reduziram volumes.
- Para o próximo trimestre, o mercado vê volumes estáveis e preços mais altos, com custos maiores esperados; recomendação neutra do BTG Pactual, com preço-alvo de R$ 4,97.
As ações da Usiminas (USIM5) operavam em forte alta nesta segunda (27), após o anúncio do primeiro trimestre de 2026. O resultado veio acima das previsões, com boa atuação da divisão de aço e ganhos de eficiência. O movimento de compra refletiu o ambiente positivo para a empresa.
O EBITDA informou R$ 653 milhões, 26% acima do esperado, segundo o BTG Pactual. O desempenho destaca o ganho de margem na divisão de aço, que conseguiu vender a maior rentabilidade por tonelada, mesmo com vendas menores.
A empresa também mostrou melhoria de eficiência, reduzindo custos e elevando a rentabilidade. O fluxo de caixa livre ficou em R$ 83 milhões, apesar de impacto temporário no capital de giro.
Desempenho por segmento e sazonalidades
A operação de minério de ferro ficou mais fraca no trimestre, conforme o esperado, devido a fatores sazonais como chuvas que reduziram volumes. A leitura é de que o setor enfrenta volatilidade, mas sem sinal claro de reversão imediata.
O mercado reagiu ao resultado melhor que o esperado e à disciplina de custos. Contudo, o BTG Pactual alerta que ainda não houve uma recuperação completa, citando incertezas sobre custos nos próximos trimestres.
Olhando para o próximo período
A Usiminas espera volumes estáveis no próximo trimestre, com possível valorização de preços e medidas antidumping para evitar importações. Esses pilares devem balancear parte dos ganhos com custos mais elevados previstos no curto prazo.
O BTG Pactual mantém recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 4,97. A leitura é de que os resultados sustentam alguma recuperação, mas ainda há incertezas estruturais.
Entre na conversa da comunidade