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Varejo projeta alta de vendas até junho, apesar da inflação

Varejo aponta alta nominal de 1,1% a 3,3% até junho, mesmo com retração real puxada pela inflação e juros elevados

OFENSIVA - A Via Varejo, que mudou de mãos, quer ser agora líder não só de vendas, mas também em valor de mercado
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  • O Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV) projeta crescimento nominal nas vendas de 1,1% em abril, 2,3% em maio e 3,3% em junho, comparando com o mesmo período do ano anterior.
  • Pelos dados ajustados pelo IPCA, há retração de 3,3% em abril, 2,2% em maio e 1,3% em junho, após alta de 3,2% em março.
  • O estudo mostra consumo moderado, com juros elevados e pressões de custo; a expectativa é de PIB de 2026 em 1,86% e inflação de 4,80%.
  • Em março todos os setores tiveram alta, com destaque para supermercados (16,1%) e artigos farmacêuticos e cosméticos (12,2%).
  • Para os meses seguintes, as previsões variam entre quedas pontuais e avanços moderados, indicando ritmos distintos no varejo.

O Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), elaborado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo, aponta crescimento nominal das vendas no curto prazo. Expectativa é de 1,1% em abril, 2,3% em maio e 3,3% em junho, ante igual mês de 2023. Em março houve alta de 7,3%.

Os números, porém, sofrem revisão quando considerados pela inflação medida pelo IPCA. O desempenho real aponta quedas de 3,3% em abril, 2,2% em maio e 1,3% em junho, após alta de 3,2% em março. O cenário reflete consumo moderado e adversidades externas.

O estudo aponta fatores como juros elevados e pressões sobre custos, com previsão de PIB de 2026 em 1,86% e inflação de 4,80%. Mesmo assim, há recuperação gradual do varejo, com diferentes ritmos entre setores ao longo dos próximos meses.

Panorama do varejo

Em março, todos os setores registraram alta, com destaque para supermercados (16,1%) e para artigos farmacêuticos e cosméticos (12,2%). As previsões para os meses seguintes variam entre recuos pontuais e ganhos moderados, mantendo o padrão de recuperação desigual dentro do varejo.

Setores em destaque

A dinâmica medida mostra que o ambiente continua desafiador para parte das cadeias, enquanto varejo alimentar e itens de higiene mantêm fôlego maior. A variação entre setores deve seguir dependendo de fatores como custo de crédito, inflação e renda disponível.

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