- Airbus e Turkish Aerospace fecharam aliança para desenvolver o sistema espanhol de treinamento de pilotos de combate, com a entrega de 30 unidades do Saeta II.
- O contrato, no valor de 2,6 bilhões de euros, prevê a plataforma Hürjet turca, que será espanhola em um centro de conversão em Albacete, e remodelação da base aérea de Talavera la Real.
- A primeira fase começa em 2028, com 21 aeronaves entregues pela TA à Airbus, que usará uma dessas como protótipo para integração de avionismo; o treinamento em terra deve funcionar em Talavera la Real entre 2029 e 2030.
- Ao longo de cinco anos, as aeronaves serão “espanolizadas” e entregues ao Exército do Ar, com expectativa de criar cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos.
- O projeto envolve participação de empresas nacionais (Indra, Airtificial, Sener, Oesía, entre outras) e promete 60% de participação industrial espanhola, fortalecendo a autonomia estratégica e a indústria de defesa.
Airbus e Turkish Aerospace (TA) formalizaram nesta terça-feira, em instalações da Airbus em Getafe, a aliança para o desenvolvimento do novo sistema de treino de pilotos de combate da Espanha. O acordo envolve a aquisição de 30 unidades do avião de treino, batizado Saeta II, por 2,6 bilhões de euros, com a criação de um centro de conversão em Albacete e a remodelação da base de Talavera la Real.
A TA fornecerá a plataforma Hürjet para ser espanholizada pela Airbus, que criará o centro de conversão em Albacete. O contrato prevê também a reforma da base aérea em Badajoz, para a instalação do simulador em terra que complementa o treinamento.
Detalhes do cronograma e da implantação
A primeira fase começa em 2028, quando a TA entrega 21 aeronaves à Airbus, que usará uma delas como protótipo para integração de avionização e missão moderna. Paralelamente, o sistema de treinamento em Talavera la Real entra em operação entre 2029 e 2030.
Participação industrial e impactos
Ao longo de cinco anos, a Airbus planeja completar a espanholização das aeronaves, com entregas graduais ao Exército do Aire. Estima-se a geração de 2.500 empregos diretos e indiretos. A participação industrial espanhola deve chegar a 60%.
Participação de empresas nacionais
Indra ficará responsável pelo sistema de treinamento em terra; Airtificial produzirá o stick; Sener desenvolverá o datalink. Outras empresas envolvidas incluem Oesía, Sener, Aertec, ITP Aero e GMV, entre outras.
Contexto estratégico
O governo destaca que o projeto reforça a autonomia estratégica e a posição da Espanha na OTAN, estimulando a indústria nacional de defesa. A iniciativa representa um avanço significativo para modernizar a formação do Exército do Ar e manter capacidades industriais nacionais.
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