- Arrecadação de impostos e contribuições federais em março atingiu R$ 229,249 bilhões, segundo a Receita Federal, alinhada à mediana das projeções.
- O resultado é ajuste real de 4,99% em relação a março de 2025 e é o maior para o mês desde 2000.
- A receita previdenciária somou R$ 61,840 bilhões, com alta real de 4,95%, puxada pela massa salarial e por compensações tributárias.
- Acumulado de janeiro a março chega a R$ 777,117 bilhões, alta real de 4,58% ante 2025 e maior volume para o primeiro trimestre desde 2000.
- Destaques setoriais: IOF cresce 50,06% acima da inflação para R$ 8,347 bilhões; IOF impulsionado por mudanças legislativas de 2025; IRRF de rendimentos de capital avança 20,40%.
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou 229,249 bilhões de reais em março, conforme dados da Receita Federal divulgados nesta terça-feira. O montante ficou próximo da mediana das projeções, que variava entre 192 bilhões e 235,30 bilhões.
O resultado de março representa alta de 4,99% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. Segundo a Receita, é o maior patamar para o mês desde 2000, início da série histórica.
A receita previdenciária atingiu 61,840 bilhões de reais, com aumento real de 4,95% frente a março de 2025. Contribuíram a alta real da massa salarial em fevereiro de 2026 e o crescimento de 15,10% nas compensações tributárias com débitos da previdência no mês.
A arrecadação com Imposto de Importação e IPI vinculado à importação ficou em 12,687 bilhões de reais, alta real de 31,56% diante de março de 2025. O avanço decorre de elevações reais nas alíquotas e no valor das importações, apesar da queda de 8,97% na taxa de câmbio.
O IOF registrou 8,347 bilhões de reais, com ganho real de 50,06% ante março de 2025. O desempenho é atribuído a operações de crédito, seguros e à saída de moeda estrangeira, após mudanças legislativas em junho de 2025.
Arrecadação até março
A soma acumulada de impostos e contribuições até março de 2026 alcançou 777,117 bilhões de reais, correspondente a 4,58% de alta real frente ao mesmo período de 2025. O Ministério da Economia aponta a situação como a maior arrecadação do 1º trimestre desde 2000.
O desempenho no trimestre é puxado pela receita previdenciária, que somou 187,366 bilhões de reais, com alta real de 5,37%. O órgão cita crescimento de 3,26% na massa salarial e alta de 4,56% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em março de 2026.
Houve crescimento de 18,06% nas compensações tributárias com débitos de previdência em relação a março de 2025. A contribuição de PIS/Pasep e Cofins atingiu 153,126 bilhões de reais, incremento real de 5,60%.
A recuperação nesses tributos deve-se ao aumento de vendas e de serviços, conforme indicadores do PME-IBGE e do PMS-IBGE entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Também houve impacto positivo de setores vinculados ao Perse e do comércio de combustíveis.
O IOF fechou março em 25,256 bilhões de reais, crescimento real de 44,45%. O desempenho está relacionado a operações de crédito, seguros e à saída de moeda estrangeira, com efeito de alterações legais ocorridas no fim de 2025.
O IRRF sobre rendimentos de capital foi de 37,180 bilhões de reais, crescimento real de 20,40%. O aumento é associado a elevações nominais em aplicações de renda fixa e a juros sobre capital próprio.
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