- O Banco do Japão manteve a taxa de juros em 0,75% nesta terça-feira, após a reunião de dois dias.
- Três membros da diretoria defenderam um ajuste para 1,0%, o maior número de dissidências desde 2016.
- O BCJ revisou para cima as previsões de preços e ressaltou o risco de a inflação superar a meta, devido a choques de energia.
- O presidente Kazuo Ueda disse que a pausa serve para avaliar consequências do conflito e a inflação temporária, mas o banco está disposto a elevar a taxa no futuro para conter pressões inflacionárias.
- Analistas destacam que o choque energético pode manter pressões inflacionárias e impactar o crescimento, alimentando a possibilidade de novos aumentos.
O Banco do Japão manteve a taxa de juros em 0,75% nesta terça-feira, após dois dias de reunião em Tóquio. Três membros da diretoria propuseram um aumento para 1,0%, citando pressões inflacionárias associadas ao conflito no Oriente Médio.
Além disso, o BC revisou para cima suas projeções de inflação, enfatizando riscos de inflação persistente acima da meta e abrindo espaço para nova alta de juros nos próximos meses, se necessário.
O presidente Kazuo Ueda afirmou que a pausa visa avaliar os efeitos do conflito e a inflação temporária, mantendo a disposição de elevar os juros para conter o avanço de preços, desde que o crescimento econômico não seja prejudicado.
Dissidências na diretoria e perspectivas
Na prática, Naoki Tamura, Junko Nakagawa e Hajime Takata votaram pela elevação da taxa, o que representa o maior conjunto de dissidências desde 2016, quando a instituição adotou juros negativos.
Especialistas ouvidos pela Reuters destacam que o episódio indica um debate aceso entre os membros sobre pressões inflacionárias e riscos energéticos, com impactos potenciais sobre as próximas decisões de política monetária.
O BC reiterou que continuará monitorando riscos inflacionários e avaliando impactos econômicos de choques globais, mantendo a trajetória de política monetária flexível conforme o cenário se desenvolve. Fonte: Reuters.
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