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Brasileiros recorrem à IA, incluindo ChatGPT, para investimentos

Brasil está entre os que mais utilizam IA para investimentos; sessenta por cento usam ferramentas e noventa e um por cento confiam na precisão, segundo estudo da BridgeWise

60% dos brasileiros afirmam usar a IA para consultas de investimento sempre ou com frequência
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  • Brasil está entre os países que mais utilizam e confiam em IA para investimentos, aponta estudo da BridgeWise.
  • Sessenta por cento dos brasileiros afirmam usar ferramentas de IA para consultas de investimento sempre ou com frequência.
  • No Brasil, 91% confiam na precisão das informações geradas pela IA; 53% têm muita confiança e 47% usam para encontrar novas oportunidades.
  • A média mundial de uso constante é de 45%; a confiança na precisão é de 75% em todo o planeta, enquanto 25% não confiam.
  • Especialistas ressaltam que, apesar da melhoria, modelos de IA ainda podem alucinar e devem complementar, não substituir, a análise humana, elevando as exigências para gestores e assessores.

O estudo State of AI for Wealth in 2026, da BridgeWise, aponta que o Brasil figura entre os países com maior confiança e uso de IA para informações sobre investimentos. A pesquisa envolve 2,1 mil entrevistados em 19 países.

No Brasil, 60% dizem usar ferramentas de IA para consultas de investimento com recorrência. Além disso, 91% confiam na precisão das informações obtidas pela IA, e 53% demonstram muita confiança.

A BridgeWise afirma que o país está acima da média global tanto no uso quanto na confiança nessas ferramentas. A média mundial de uso frequente fica em 45%, segundo o levantamento.

A pesquisa aponta ainda que 75% dos brasileiros estão confiantes na segurança das informações, frente a 25% de desconfiança média mundial. No Brasil, 9% relatam pouca ou nenhuma confiança.

Para Adeodato Volpi Netto, presidente executivo da BridgeWise nos EUA, os dados mostram uma adesão crescente à IA no cotidiano financeiro. O executivo ressalta, porém, a necessidade de cautela com a precisão dos resultados.

Volpi Netto explica que modelos de IA extraem dados da rede, o que pode incluir informações imprecisas ou desatualizadas. Ele cita o risco de alucinações, que podem levar a decisões equivocadas.

Essa realidade tende a elevar as exigências sobre gestores e assessores de investimentos. A partir da adoção mais ampla da IA, a qualidade do serviço passa a ser o principal diferencial competitivo.

Segundo o executivo, a IA não substitui o contato humano. Mesmo com o entusiasmo, a combinação entre máquina e julgamento humano é enfatizada como essencial em temas sensíveis como investimentos.

Uso da IA no mercado brasileiro

  • Adoção de IA para consultas de investimento cresce entre brasileiros.
  • Confiança na precisão das informações é alta, com maioria relatando segurança.
  • Profissionais de finanças devem adaptar-se a uma demanda por maior escrutínio.

O estudo reforça a ideia de que a IA deve servir como complemento ao conhecimento humano, com supervisão e verificação de dados antes de decisões de investimento. O equilíbrio entre tecnologia e relação humana continua central.

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