- A pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada em 27 de abril, mostra diferenças entre a percepção da situação financeira pessoal e da economia do país, com sensação de estagnação predominante.
- Na vida pessoal, 31% consideram a situação ótima/boa, 47% regular; na economia, 16% veem como ótima/boa e 51% classificam como ruim/péssima.
- Para os próximos seis meses, 46% acreditam em melhora na situação financeira pessoal, 33% acham que ficará igual; para a economia do país, 33% projetam melhora, 35% expectativa de piora.
- A avaliação econômica dos eleitores se relaciona com a intenção de voto: eleitores de Lula mostram maior otimismo em relação à economia em comparação com eleitores de Flávio Bolsonaro; na percepção sobre o governo, resultados variam conforme apoio.
- Sobre a isenção do imposto de renda, 55% dos eleitores de Lula disseram ter percebido a mudança (nova faixa até R$ 5 mil), enquanto 37% dos eleitores de Flávio Bolsonaro reconheceram o benefício; 48% afirmaram estar fora das faixas beneficiadas.
A pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (27), mostra que brasileiros percebem diferenças entre situação financeira pessoal e conjuntura econômica. Há um sentimento de estagnação que predomina em boa parte da população.
Entre os respondentes, 31% avaliam a situação financeira pessoal como ótima ou boa, enquanto 47% consideram regular. Já para a economia do país, apenas 16% veem boa ou ótima situação, e 51% avaliam a conjuntura como ruim ou péssima.
No que diz respeito aos próximos seis meses, 46% acreditam que a situação financeira pessoal vai melhorar, 33% esperam que fique igual. Em relação à economia, 33% projetam melhoria, 35% prevêem piora ou estabilidade ruim, totalizando 68% para menos ou pior.
Essa diferença entre percepção pessoal e nacional se repete na avaliação dos governos de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Sobre a situação financeira própria, 42% disseram que melhorou com a mudança de governo, 31% que piorou.
Para a economia do país, 42% afirmaram que piorou e 39% disseram que melhorou após a troca de governo. Os números indicam divisão mais acentuada entre avaliação individual e macroeconômica.
Percepção econômica se relaciona com voto em 2026
A avaliação econômica dos brasileiros aparece ligada à intenção de voto para a Presidência em 2026. Eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) divergem sobre a pauta econômica, com otimismo entre apoiadores do petista e pessimismo entre os apoiadores do senador.
Na comparação entre Governo do PT e Bolsonaro, as respostas variam conforme o apoio. Entre eleitores de Lula, 75% disseram que o governo do PT é melhor, 20% afirmaram ser igual, 5% disseram ser pior. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 20% disseram ser melhor, 43% igual, 80% consideram pior em comparação com o governo anterior, quando aparelhos de Bolsonaro governavam.
Percepção sobre a economia do país
Quando questionados sobre a economia do país, 81% dos eleitores de Lula disseram que o governo do PT é melhor, 16% consideraram igual, 3% responderam não votará. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 16% consideraram melhor, 26% igual, 80% pior.
Entre eleitores que não votam em nenhum, branco ou nulo, 4% disseram que o governo do PT é melhor, 16% respondem que é igual e 7% dizem que é pior. A soma de respostas não votantes não supera 10% em cada categoria.
Mudanças percebidas na lei do imposto de renda
Desde 1º de janeiro de 2026, a isenção do imposto de renda passou a abranger rendimentos de até R$ 5 mil. A isenção não vale para a declaração deste ano, mas já consta no salário.
A Nexus/BTG Pactual questionou se os entrevistados já perceberam a nova faixa. Entre os 2.028 ouvidos, 15% disseram ter percebido o benefício, 19% disseram não perceber, e 13% ainda não sabem. Outras 48% afirmaram estar fora das faixas beneficiadas.
Entre os eleitores de Lula, 55% disseram já ter percebido a nova faixa, enquanto entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 37% relataram percepção da mudança.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus entre 24 e 26 de abril, com 2.028 entrevistados. O estudo foi contratado pelo BTG Pactual S/A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-01075/2026.
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