- A diferença salarial entre homens e mulheres subiu para 21,3% no Brasil, conforme a 5ª edição do relatório de transparência salarial.
- A participação feminina no mercado formal avançou 11% em relação a 2023, passando de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras com vínculo ativo.
- Entre as mulheres negras, os vínculos trabalhistas cresceram 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões, e o número de estabelecimentos com ao menos 10% de mulheres negras chegou a 21.759, alta de 3,6%.
- O estudo utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e foca em empresas privadas com 100 ou mais funcionários, monitorando indicadores de mulheres com deficiência, LGBTQIA+, chefes de família, indígenas e vítimas de violência.
- A Lei de Igualdade Salarial, sancionada em 3 de julho de 2023 (Lei 14.611), obriga empresas com mais de 100 empregados a adotar mecanismos de transparência salarial e programas de diversidade.
A 5ª edição de um relatório sobre transparência salarial aponta que a diferença de remuneração entre homens e mulheres no Brasil subiu de 13,7% em 2023 para 14,3% neste levantamento. O estudo analisa vínculos formais e foca em empresas privadas com 100 ou mais funcionários, com uso de dados da Rais.
Entre as mulheres, houve avanço na participação no mercado de trabalho formal. O total de trabalhadoras com vínculo ativo subiu de 7,2 milhões para 8 milhões, um incremento de 11% em relação a 2023. No entanto, a disparidade salarial persiste.
Entre as mulheres negras, o número de vínculos cresceu 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. Também houve alta de 3,6% no total de estabelecimentos com ao menos 10% de mulheres negras entre seus quadros, chegando a 21.759 locais.
A Lei de Igualdade Salarial
Sancionada em 3 de julho de 2023, a Lei 14.611 alterou a CLT para obrigar empresas com mais de 100 empregados a adotar mecanismos de transparência salarial, fiscalização contra discriminação, canais de denúncia e programas de diversidade e capacitação feminina.
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