- A governadora Celina Leão vai apresentar ao Tesouro Nacional um pedido de garantia de crédito da União para a operação de socorro ao Banco de Brasília (BRB).
- O BRB pretende tomar empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar seu caixa, após o rombo causado por operações com carteiras podres do Master.
- A garantia da União sinalizaria proteção contra inadimplência e poderia reduzir os juros da operação; o governo do Distrito Federal não divulgou contrapartidas previstas.
- A Moody’s rebaixou o rating do BRB de BBB- para CCC+ e manteve em revisão para um novo corte; a agência citou falta de transparência por não divulgação das demonstrações financeiras até o fim de março.
- Celina Leão assinou, na última semana, decreto de contenção de gastos no governo do DF, que prevê renegociação de contratos e corte de até 25% em despesas, além de restrições a aumento de despesas com pessoal.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), vai apresentar um ofício ao Tesouro Nacional para obter garantia de crédito da União na operação de socorro ao Banco de Brasília (BRB). O objetivo é viabilizar um empréstimo de 6,6 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e reforçar o caixa do banco estatal após o rombo ligado a operações com carteiras podres do Master.
Segundo o governo do DF, a garantia da União sinalizaria proteção contra inadimplência e poderia reduzir juros. Ainda não foi informado quais contrapartidas seriam oferecidas ao Tesouro. O BRB busca o empréstimo para recompor capital e manter liquidez.
Em abril, a Moody’s rebaixou o rating do BRB de BBB- para CCC+ e manteve em revisão para novo corte. A agência também citou falta de transparência, com demonstrações financeiras do BRB não divulgadas dentro do prazo regulatório. O balanço esperado para este mês é condição para o FGC liberar o crédito.
Na última semana, Celina Leão assinou decreto de contenção de gastos no governo do DF. Órgãos da administração direta, autárquica, fundacional e estatais devem revisar contratos em 60 dias para renegociação de valores e cortes de até 25% em despesas previstas.
O texto também impõe restrições ao aumento de despesas com pessoal, suspendendo reajustes, criação de cargos, novas estruturas administrativas e pagamento de horas extras, salvo exceções legais ou para áreas essenciais com autorização da Secretaria de Economia.
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