- IPCA-15 de abril subiu 0,89%, a maior variação para o mês desde 2022, quando foi 1,73%, e superior a abril de 2025 (0,43%).
- O indicador acumula 4,37% nos últimos doze meses até abril, aproximando-se do teto da meta, após ficar abaixo de 4% em fevereiro e março.
- A alta foi puxada pela escalada de combustíveis, com óleo diesel em alta de 16%, gasolina 6,23% e etanol 2,17%.
- A elevação está relacionada à guerra no Oriente Médio e ao bloqueio do Estreito de Hormuz, que afeta o preço internacional do petróleo.
- O IPCA-15 mede a variação de preços entre 18 de março e 15 de abril de 2026, considerando nove grandes grupos de consumo em 11 áreas urbanas do país.
A prévia da inflação de abril apresentou alta de 0,89%, segundo o IBGE. O avanço é o maior para o mês desde 2022 e foi impulsionado pela alta de alimentos e, principalmente, de combustíveis, em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
O IPCA-15 acumula 4,37% nos 12 meses encerrados em abril, acima de 4% pela primeira vez desde fevereiro. O indicador interrompeu a desaceleração observada em fevereiro e março, quando a inflação anual ficou abaixo de 4%.
Entre os fatores que pesam sobre os preços, destaca-se o aumento dos combustíveis, com impacto direto nos itens do dia a dia. A variação de abril reflete movimentos internacionais ligados ao petróleo e à instabilidade regional.
O que é o IPCA-15
O IPCA-15 é uma prévia da inflação oficial, apurada 30 dias finais de cada mês. Ele funciona como indicador de tendência, divulgado desde maio de 2000. A leitura de abril abrange o período entre 18 de março e 15 de abril de 2026.
O índice contempla o comportamento de itens de nove grandes grupos, como alimentação, habitação, transportes, saúde e educação. A metodologia usa preços coletados em 11 áreas urbanas do país.
A coleta ocorre em data diferente do IPCA, oferecendo uma leitura antecipada das pressões inflacionárias. O público-alvo é a faixa de renda de 1 a 40 salários mínimos, residente em grandes cidades brasileiras.
Combustíveis impulsionam reajustes
A guerra no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis entre abril e maio. Diesel subiu 16%, gasolina 6,23% e etanol 2,17%. A alta é atribuída à disparada do petróleo após o bloqueio do Estreito de Hormuz, rota-chave de escoamento.
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