- Seis grandes empresas de combustíveis fósseis devem lucrar US$ 2.967 por segundo em 2026, segundo a Oxfam International.
- Esse ganho representa quase US$ 37 milhões a mais por dia, totalizando cerca de US$ 94 bilhões em lucros para o setor em 2026.
- O aumento ocorre em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã e às restrições no Estreito de Ormuz, que elevaram os preços do petróleo para mais de US$ 100 por barril em março.
- O resultado é pressão global sobre o custo de vida, com a gasolina nos Estados Unidos em média a US$ 4 por galão.
- Mesmo com lucros elevados, algumas empresas reduziram investimentos em energia limpa, enquanto governos adotam medidas para reduzir o consumo de combustível e enfrentar a volatilidade.
Durante os dois meses de conflito entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo subiu. As seis maiores empresas de combustíveis fósseis devem registrar quase US$ 3.000 de lucro por segundo em 2026, segundo a Oxfam International. A alta de preços atinge famílias globais.
Os lucros projetados para 2026 somam cerca de US$ 94 bilhões, com aumento de quase US$ 37 milhões diários em relação a 2025. A instabilidade geopolítica elevou margens para as companhias, ampliando o impacto no custo de vida.
A crise reflete a dependência mundial do petróleo do Estreito de Ormuz, que ficou sob restrições do Irã. Em março, a média de preços ficou acima de US$ 100 por barril, pressionando gasolina e energia.
Quem está envolvido
Entre as empresas citadas pela análise da Oxfam International estão Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, Exxon e TotalEnergies. As companhias não responderam a pedidos de comentário sobre o estudo.
Contexto econômico
As repercussões são globais: altas contas de energia, inflação e custo de vida. A gasolina nos EUA aproxima-se de US$ 4 por galão, agravando o impacto sobre consumidores já vulneráveis a alimentos e moradia.
Reações e dados adicionais
Relatórios de Global Witness, Rystad Energy e Guardian apontam lucros elevados no setor desde o início dos conflitos na região. Investidores observam que parte da renda não tem sido destinada à transição energética. As empresas reduziram compromissos com energia limpa em vários casos.
Observações de órgãos setoriais
O American Petroleum Institute afirmou que a volatilidade do mercado reflete custos de produção, transporte e refino, defendendo investimento contínuo para manter abastecimento. Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, Exxon e TotalEnergies não comentaram.
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