- Compass Gás e Energia, controlada pelo Grupo Cosan, vai abrir capital na B3 com avaliação entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões.
- A operação pode levantar mais de R$ 5 bilhões com venda de lote base e suplementar; a faixa de preço é de R$ 28 a R$ 35 por ação.
- No ano anterior, a empresa registrou receita líquida de R$ 16,6 bilhões, lucro líquido de R$ 1,46 bilhão e geração de caixa próxima de R$ 5 bilhões.
- A Compass atua em comercialização, infraestrutura e distribuição de gás natural, é dona da Comgás e tem investimentos em dutos e regaseificação, com atuação relevante no Sudeste e no Porto de Santos.
- Os riscos apontados no prospecto incluem crise na Raízen e guerra no Irã; há ainda possíveis divergências entre Bradesco e BTG que podem impactar a oferta, além de um lock-up de 180 dias para vendedores.
A Compass Gás e Energia, controladora da Comgás, deve encerrar um jejum de IPOs no Brasil com uma oferta que pode valut de 20 a 25 bilhões de reais. A operação, cuja precificação ocorre nesta quinta-feira, 7, envolve venda de ações base e suplementar para captar até 5 bilhões.
A empresa pertence ao Grupo Cosan e atua na compra, venda, infraestrutura e distribuição de gás natural, com foco na transição energética. Em 2023, a receita líquida atingiu 16,6 bilhões, e o lucro líquido foi de 1,46 bilhão, com geração de caixa próxima de 5 bilhões.
A Compass controla sete distribuidoras estaduais, entre elas a Comgás, em São Paulo, além de Sulgás e Compagas. A joint venture Commit, associada à Mitsui, comanda SCGás, MSGás e Gasap. Em 2024, houve venda de participações no Nordeste para Infra S.A.
Detalhes da oferta
As ações são ofertadas pela Cosan, com uso previsto para reduzir endividamento, somando recursos de gestoras e instituições como Atmos, Prisma e Bradesco Previdência. O prazo de lock-up é de 180 dias para os vendedores.
A faixa de preço indicada é de 28 a 35 reais. O lote base soma 89,3 milhões de ações, podendo avançar com até 56,3 milhões em cenários de demanda, elevando o total potencial para cerca de 4,6 bilhões.
Riscos citados no prospecto
Entre os fatores de risco estão a crise na Raízen, também ligada ao grupo Cosan, e a guerra no Irã. O documento observa impactos na percepção de crédito caso haja deterioração de Raízen ou dificuldades financeiras na mineradora.
Também menciona possíveis conflitos entre Bradesco e BTG Pactual, grandes acionistas da Cosan Dez, e como isso pode influenciar a condução da oferta e a formação de preço das ações.
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