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Compass Gás mira IPO pela primeira vez desde pausa, avaliada em R$ 25 bi

Compass Gás e Energia abre capital na B3 com valuation entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões; pode levantar mais de R$ 5 bilhões, sob riscos com Raízen e Irã

Operação da Comgás: infraestrutura em crescimento
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  • Compass Gás e Energia, dona da Comgás, vai abrir capital no Brasil com avaliação estimada entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões; faixa de preço das ações é de R$ 28 a R$ 35.
  • A oferta pode levantar mais de R$ 5 bilhões com venda do lote base e do suplementar; o processo envolve a Cosan e fundos, com lock-up de 180 dias para os vendedores.
  • No último ano, a Compass registrou receita líquida de R$ 16,6 bilhões e lucro líquido de R$ 1,46 bilhão, gerando caixa de quase R$ 5 bilhões; atua na distribuição de gás natural via sete empresas estaduais, incluindo Comgás, Sulgás e Compagas, além de explorar trading por meio da Edge.
  • O prospecto cita riscos como a guerra no Irã e a crise da Raízen, com possibilidade de impacto na percepção de crédito e necessidade de waivers ou renegociação de contratos; divergências entre Bradesco e BTG podem influenciar preço por ação e alocação.
  • A infraestrutura concentra-se no Sudeste, com foco no Porto de Santos; investimentos em infraestrutura superaram R$ 2 bilhões nos últimos dois anos; a Edge lidera a ponte entre oferta e demanda de gás, e a OneBio, com a Orizon, envolve biometano.

A Compass Gás e Energia, controlada pelo Grupo Cosan, planeja abrir capital no Brasil pela primeira vez em mais de quatro anos. A operação pode colocar a empresa no radar da B3 com avaliação entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões, conforme o prospecto apresentado a investidores. A oferta envolve venda de ações baseado em lotes base e suplementares, com potencial de captação superior a R$ 5 bilhões.

A Compass atua na comercialização, infraestrutura e distribuição de gás natural, além de promover a transição energética. No último ano, a receita líquida atingiu R$ 16,6 bilhões; o lucro líquido foi de R$ 1,46 bilhão, e o fluxo de caixa operacional ficou próximo de R$ 5 bilhões. A empresa é dona de sete distribuidoras estaduais, incluindo a Comgás em São Paulo, e operações de infraestrutura com atuação concentrada no Sudeste.

A empresa depende do grupo Cosan e de parcelas ligadas a partners investidores. O período de lock-up para vendedores deve durar 180 dias após o IPO. A faixa de preço sugerida fica entre R$ 28 e R$ 35 por ação, com possibilidade de aumento do lote caso haja demanda elevada.

Detalhes da oferta inicial

A Cosan fica responsável pela venda das ações, com participação de gestores e demais acionistas que integram o grupo. A operação pode chegar a um valor bruto próximo de R$ 4,6 bilhões, caso haja alta demanda e o tamanho total da oferta se confirme. A saída contempla notadamente o objetivo de reduzir o endividamento do grupo Cosan.

Entre os fatores de risco citados no prospecto aparecem a crise financeira da Raízen, também ligada ao grupo Cosan, e a guerra no Irã. O documento aponta ainda possíveis impactos de conflitos entre bancos que atuam como coordenadores, como Bradesco e BTG Pactual, sobre a formação de preço e a alocação de ações.

O prospecto também destaca riscos de eventuais ajustes contratuais com credores, o que pode elevar custos de captação e afetar a liquidez da Compass. A empresa tem investido fortemente em infraestrutura, com foco em regaseificação, transporte por dutos e expansão de redes de distribuição.

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