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Condições financeiras das construtoras pioram no 1º tri devido à guerra, aponta CNI

Crédito segue difícil; alta de custos, agravada pela guerra no Oriente Médio, pressiona margens e atividade das construtoras no 1º trimestre de 2026

Dados indicam que a obtenção de crédito segue difícil para empresas do setor, limitando a atividade — Foto: Patrick T. Fallon/Bloomberg
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  • Condições financeiras do setor da construção pioraram no 1º trimestre de 2026, com custos mais altos agravados pela guerra no Oriente Médio, que elevou os preços dos combustíveis.
  • O índice de preço de insumos subiu 6,8 pontos, para 68,4 pontos, indicando maior elevação de custos para as empresas.
  • Acesso a crédito ficou mais difícil, caindo para 37,7 pontos, ainda distante da linha de 50 pontos, o que reduz a atividade do setor.
  • Margens de lucro e satisfação com as finanças recuaram: lucro operacional em 41,3 pontos e satisfação com as finanças em 45 pontos.
  • Principal entrave é juros altos (34,9%), seguido de alta tributária; atividade da construção permanece fraca (índice de atividade em 46,3) e emprego caiu para 46,2, com utilização da capacidade em 66%.

O setor da construção enfrentou piora nas condições financeiras no primeiro trimestre de 2026, segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI, realizada com CBIC. O encarecimento de matérias-primas e juros elevados impactaram margens e acesso a crédito, agravando a atividade.

A alta de custos veio com intensidade, especialmente por conta da mão de obra. A guerra no Oriente Médio elevou preços de combustíveis, pressionando ainda mais o custo de insumos. Empresários relatam dificuldade de financiamento e menor lucratividade.

O índice de preços de insumos subiu 6,8 pontos entre o 4º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026, chegando a 68,4 pontos. Já o indicativo de facilidade de crédito caiu para 37,7 pontos, sinalizando dificuldade persistente no acesso a crédito.

Os empresários passaram a registrar margens de lucro mais contidas: o índice de satisfação com o lucro operacional caiu de 45,1 para 41,3 pontos. A percepção de finanças das empresas também recuou, indo a 45 pontos, um recuo de 4,5 pontos.

Juros altos aparecem como principal entrave, segundo 34,9% das empresas. A alta carga tributária foi citada por 33,9%, e mão de obra qualificada segue como fator relevante para 28,3% dos respondentes.

A atividade econômica da construção avançou pelo segundo mês consecutivo em março, mas ficou em 46,3 pontos, ainda abaixo do nível de equilíbrio. A Utilização da Capacidade Operacional permaneceu em 66%, estável em relação a março de 2025.

O mercado de emprego continua em baixa. O índice de evolução do número de empregados caiu para 46,2 pontos, sinalizando queda de pessoal. Expectativas para empregos e lançamentos de empreendimentos recuaram em abril, abaixo de 50 pontos.

Por outro lado, há sinais de melhora na perspectiva de consumo de matérias-primas e de atividade. As expectativas de atividade e de compras de insumos subiram, ficando acima de 51 pontos, indicando possível recuperação gradual no curto prazo.

A Sondagem ouviu 308 empresas entre 1º e 13 de abril de 2026, distribuídas entre 117 pequenas, 128 médias e 63 grandes. As informações ajudam a mapear o ritmo do setor frente a ofertas de crédito, custo de insumos e demanda.

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