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Condições financeiras do setor da construção pioram com alta de matérias-primas, diz CNI

Custos de insumos sobem 6,8 pontos, levando o índice da construção a 68,4; crédito permanece difícil e margens recuam

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  • O índice de preços médios de insumos e matérias primas subiu 6,8 pontos, chegando a 68,4 pontos, no primeiro trimestre de 2026, segundo a Sondagem Indústria da Construção em parceria com a CBIC.
  • A alta de custos é atribuída à elevação dos preços, com impacto adicional pela guerra no Oriente Médio, que aumentou os combustíveis.
  • O indicador de facilidade de acesso ao crédito caiu de 39,0 para 37,7 pontos entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, sinalizando persistente dificuldade de crédito.
  • As margens de lucro operacional pioraram, caindo de 45,1 para 41,3 pontos, e a satisfação com as finanças caiu para 45,0 pontos.
  • Em abril, as expectativas romperam com tendência: empregos e lançamentos ficaram abaixo de 50 pontos (48,8 e 49,0), enquanto atividade e compras de matérias primas subiram (51,9 e 51,5). O índice de intenção de investimentos subiu para 43,4 pontos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que as condições financeiras da indústria da construção pioraram no 1º trimestre de 2026. A alta dos custos é puxada por juros elevados e pelo encarecimento de matérias-primas. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, em parceria com CBIC.

O índice de preço de insumos e matérias-primas subiu 6,8 pontos frente ao 4º trimestre de 2025, fechando em 68,4 pontos. Empresários avaliam que itens básicos ficaram mais caros, com impacto direto nos custos do setor.

A facilidade de crédito caiu 1,3 ponto, de 39,0 para 37,7 pontos. O indicador permanece abaixo de 50, sinalizando dificuldade de acesso ao crédito para as empresas da construção, o que restringe a atividade.

Margens e finanças

As margens de lucro caíram 3,8 pontos, de 45,1 para 41,3. A satisfação com as finanças próprias recuou 4,5 pontos, para 45,0.

As expectativas para o número de empregados e para novos empreendimentos também recuaram, em abril. O emprego ficou em 48,8 pontos e os lançamentos em 49,0, ambos abaixo de 50.

Por outro lado, as perspectivas de atividade cresceram, com o índice subindo 0,6 ponto para 51,9, e compras de matérias-primas aumentaram 1,2 ponto, para 51,5.

O índice de intenção de investimentos subiu de 42,1 para 43,4 pontos, ainda insuficiente para reverter perdas anteriores. A sondagem ouviu 308 empresas entre 1º e 13 de abril de 2026.

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