- Cooperativa Reca reúne mais de 300 famílias, migrantes de várias regiões e seringueiros, unidas em torno do reflorestamento por meio do cultivo sustentável de frutos nativos.
- A iniciativa fica na divisa de Rondônia, Acre, Amazonas e Bolívia, a 360 km de Porto Velho e 150 km de Rio Branco.
- O foco é desenvolver uma floresta de alimentos a partir de plantas como castanha-do-pará, cupuaçu, pupunha e açaí, aprendendo com extrativistas locais.
- A estrutura da cooperativa oferece assistência técnica contínua, com gestão de todo o processo produtivo, transporte e beneficiamento, distribuindo lucros aos associados.
- Desde 2012, o projeto recebe créditos por serviços ambientais pela manutenção de florestas intactas.
A cooperativa Reca reúne mais de 300 famílias para produzir alimentos em respeito à floresta amazônica. Localizada na tríplice fronteira entre Rondônia, Acre, Amazonas e Bolívia, fica a cerca de 360 km de Porto Velho e 150 km de Rio Branco. O foco é o reflorestamento por meio do cultivo de frutos nativos.
Segundo Sérgio Lopes, fundador do projeto, o encontro entre migrantes de várias regiões do Brasil e seringueiros locais foi determinante para definir uma convivência sustentável com a natureza. O grupo aposta na transferência de saberes entre comunidades.
O nascimento da cooperativa ocorreu diante da percepção de que culturas tradicionais não se adaptavam plenamente ao clima regional. Aprender com extrativistas sobre plantas nativas como castanha-do-pará e cupuaçu permitiu ampliar o valor agregado dos produtos.
A organização funciona de forma integrada: a cooperativa gerencia todo o processo produtivo, do transporte ao beneficiamento, o que aumenta a eficiência econômica e distribui os lucros entre os associados. A assistência técnica é contínua para os produtores.
Desde 2012, o projeto recebe créditos ambientais pela preservação das florestas, reconhecendo os serviços prestados pelo ecossistema. O manejo inclui pupunha, cupuaçu, açaí e castanha, integrando alimento e conservação.
As reuniões frequentes na estrutura interna garantem participação ativa dos membros, com a visão de que é preciso engajar as comunidades para produzir com qualidade. A vivência conjunta é pautada pelo respeito entre vizinhos e parceiros.
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