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Crise no Oriente Médio pode custar US$ 1 trilhão ao mundo, aponta análise

Crise no Médio Oriente pode impor até US$ 1 trilhão em custos à economia global, enquanto lucros de petroleiras sobem e cresce a pressão por taxação de lucros extraordinários

A ‘make polluters pay’ protest demanding oil companies pay for the energy transition, on the coast during the nearby conference in Santa Marta on Monday.
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  • A crise no petróleo e gás do Oriente Médio pode gerar até US$ 1 trilhão de custos adicionais para a economia mundial, segundo análise citando o FMI e a organização 350.org.
  • Mesmo com retorno rápido do estreito de Hormuz, o impacto sobre famílias, empresas e governos pode ficar em aproximadamente US$ 600 bilhões; se o fornecimento permanecer afetado, o total pode superar US$ 1 trilhão.
  • As companhias petrolíferas devem registrar lucros expressivos, com destaque para a BP, cuja margem do primeiro trimestre subiu significativamente devido aos preços elevados.
  • A 350.org defende a cobrança de imposto sobre ganhos extraordinários do petróleo (windfall tax) para financiar proteção social e investimentos em energias renováveis.
  • Em Santa Marta, Colômbia, governos e sociedade civil discutem a transição para além dos combustíveis fósseis, com protestos e demandas por políticas de redesenho energético e alivio a países mais vulneráveis.

Dois a três parágrafos de apresentação: o cenário central é a crise no Médio Oriente que eleva custos globais e gera lucros recordes para grandes companhias de petróleo, enquanto grupos climáticos pedem tributo extraordinário sobre lucros excessivos. A situação já impacta preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos, com previsões de agravamento se houver continuidade na oferta limitada.

O estudo analisado pela organização 350.org aponta que, mesmo com normalização no território estratégico do estreito de Hormuz, o peso econômico subiria para cerca de 600 bilhões de dólares. Caso o disfarce na oferta persista, o total de impactos poderia ultrapassar 1 trilhão de dólares.

No último trimestre, companhias como a BP registraram ganhos expressivos com a alta dos preços do petróleo, associada ao conflito na região. O desempenho valoriza o setor na comparação com petrolíferas fora do Golfo, que relatam resultados mais modestos.

A organização ambiental 350.org defende a criação, com urgência, de uma taxação sobre lucros extraordinários para financiar proteção social e investimentos em energias renováveis, mais baratas e estáveis. A proposta é destacada em coletiva na Colômbia.

Na conferência de transição energética realizada em Santa Marta, mais de 50 países debatem estratégias para reduzir a dependência de gás, óleo e carvão. Participantes relatam que a população enfrenta escassez de bens básicos.

Movimentos indígenas e ativistas bloquearam parcialmente o porto de Drummond, na região, para protestar contra o papel do combustível fóssil. Cartazes pediam pela substituição gradual de fontes fósseis e pela aceleração de projetos de energia renovável.

Perspectivas de longo prazo apontam para reavaliação de políticas energéticas na África e em outras regiões, com foco na diversificação de fontes e na resiliência econômica. Organizações envolvidas destacam a necessidade de apoio internacional para transição.

Além disso, o grupo Planetary Guardians estima que subsídios aos combustíveis fósseis drenam recursos públicos e agravam desigualdades. Segundo eles, reduzir subsídios poderia evitar milhares de mortes associadas à poluição do ar.

A conferência de Santa Marta discute formatos de uso mais eficiente de recursos públicos, incluindo alívio de dívida e apoio a transições para fontes renováveis. Autores do evento ressaltam que o encontro pode funcionar como eixo de justiça climática.

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