- Dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,00, com variação de 0,40% ante o fechamento de ontem.
- A guerra no Oriente Médio completa dois meses e o preço do petróleo segue em alta, com o Brent em torno de US$ 105,22 por barril.
- O IPCA-15 de abril acelerou para 0,89%, elevando o acumulado de 12 meses para 4,37%, próximo do teto da meta de inflação.
- O Copom começa hoje a reunião de dois dias para decidir a taxa básica de juros; o mercado aposta em queda de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,50% ao ano.
- O Ibovespa acumula queda de 3,3% em quatro pregões, puxado pela forte alta de preços de combustíveis e pela inflação associada ao petróleo.
O dólar abriu em alta nesta terça-feira, cotado a R$ 5,00, com impulso de petróleo e tensão geopolítica. O mercado acompanha o IPCA-15, prévia da inflação, e se posiciona para a decisão do Copom após um encontro de dois dias.
A guerra no Oriente Médio completa dois meses, após ataques que começaram em 28 de fevereiro. O petróleo segue subindo, o que impacta combustíveis e pressiona a inflação brasileira.
Além disso, fluxo positivo de capitais ajuda a sustentar o real. Analistas destacam que o Brasil é exportador de petróleo e commodities, está longe do conflito e tem juros elevados para atrair investidores.
O que aconteceu
Dólar abre em alta, com cotação inicial de 5,002 reais, incremento de 0,40% frente ao fechamento de ontem. Nesse intervalo, o Brent operava acima de 105 dólares.
O que influencia o câmbio hoje
O IPCA-15 mostrou inflação de 0,89% em abril, acelerando ante abril de 0,44% em março. O indicador eleva o acumulado em 12 meses para 4,37%.
Cenário de política monetária
O Copom inicia reunião de dois dias para definir a Selic. A taxa está em 14,75% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual na sessão anterior.
Perspectivas do mercado
A maior parte das apostas aponta para manutenção de cortes contidos. Estimativas indicam queda da Selic para 14,5% ao ano na próxima decisão.
Economia e bolsa
A B3 registra queda de quatro pregões consecutivos no Ibovespa, que recuou cerca de 3,3% no período, em meio a volatilidade fiscal e ao cenário externo.
Preços de commodities
O petróleo mais caro amplia custos de combustível e pode manter pressionada a inflação. O mercado observa o ritmo da recuperação econômica doméstica frente a esse choque de preços.
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