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Economia verde pode criar milhões de empregos, exige nova preparação

Economia verde pode gerar milhões de empregos até 2030, mas exige ampla requalificação e acesso a formação para evitar novas desigualdades

Arte de capa do podcast Empregos Verdes — Foto: Danilo Bandeira
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  • O episódio de estreia do podcast Empregos Verdes aborda como a transição climática está redesenhando carreiras e abrindo novas oportunidades no mercado de trabalho.
  • Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2030 cerca de 22% dos empregos atuais devem passar por transformação, com cerca de 170 milhões de novas funções e 92 milhões de extinções.
  • No Brasil, a economia verde já movimenta milhões de trabalhadores e demanda profissionais em energia renovável, gestão ambiental, economia circular e sustentabilidade corporativa.
  • De janeiro a outubro de 2024, a plataforma Gupy abriu aproximadamente 82,9 mil vagas com atributos ambientais, com maior concentração em energia, serviços essenciais e mobilidade elétrica.
  • A previsão é de crescimento contínuo até 2030, com até 8 milhões de empregos na economia verde, ressaltando a necessidade de requalificação e inclusão para ampliar oportunidades.

A transição para uma economia de baixo carbono já atua no mercado de trabalho, não apenas na matriz energética ou nos modelos de negócio. Profissões ganham novas atribuições e outras perdem espaço conforme a descarbonização avança, ampliando áreas ligadas à sustentabilidade.

O tema foi debatido no episódio de estreia do podcast Empregos Verdes, que analisa como a agenda climática redesenha carreiras e abre oportunidades. O estudo do Fórum Econômico Mundial aponta que até 2030 cerca de 22% dos empregos passam por transformação, com 170 milhões de vagas novas e 92 milhões em extinção.

Especialistas destacam que o saldo costuma ser positivo, mas exige requalificação ampla e constante. No Brasil, a economia verde já movimenta milhões, com atuação em energia limpa, gestão ambiental, agricultura sustentável e infraestrutura urbana.

Convidadas

Patrícia Feliciano, diretora executiva da Accenture e líder da prática de sustentabilidade na América Latina, afirma que a agenda climática está integrada à estratégia de empresas de diversos setores. Ela cita revisão de processos, cadeias de suprimentos e modelos de negócio para atender regulações, investidores e expectativas sociais.

Júlia Garim, consultora de desenvolvimento organizacional, aponta desafios de acesso a oportunidades. Ela reforça a necessidade de formação, redes de contato e entrada no setor, evitando que a transição agrave desigualdades.

Luana Horchuliki, sócia e diretora de Gente e Gestão da Gupy, observa que a agenda ambiental já molda o perfil profissional buscado pelas empresas, com demanda por conhecimentos técnicos aliados a visão de negócios e impactos climáticos.

Demanda e oportunidades no Brasil

Entre janeiro e outubro de 2024, foram abertas na plataforma Gupy cerca de 82,9 mil vagas com foco ambiental, com maior concentração em energia, serviços essencias e mobilidade elétrica. O levantamento aponta 44,7 mil vagas nesse conjunto, seguido por áreas de meio ambiente e sustentabilidade corporativa.

A expectativa é de continuidade do crescimento nos próximos anos. Pesquisas indicam que a economia verde pode gerar até 8 milhões de empregos no Brasil até 2030, impulsionados por energia limpa, biocombustíveis, saneamento, mobilidade sustentável e economia circular.

Luana Horchuliki ressalta que a agenda ambiental já influencia o perfil buscado pelas empresas, exigindo profissionais que combinem técnica, negócios e compreensão dos desafios da transição climática.

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