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Empresário turco eleva oferta por negócio de níquel da Anglo American no Brasil

CoreX aumenta oferta por níquel da Anglo no Brasil para até US$ 750 milhões, pressionando venda à MMG, travada pela análise antitruste da UE

Anglo anunciou a venda para a MMG por US$ 500 milhões em fevereiro de 2025, mas a transação ainda não foi concluída. (Foto: Cole Burston/Bloomberg)
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  • CoreX Holding elevou a oferta pela unidade de níquel da Anglo American no Brasil para US$ 400 milhões à vista, com avaliação total de até US$ 750 milhões, incluindo pagamentos condicionais.
  • A oferta inclui duas unidades de ferroníquel e dois projetos greenfield, segundo Robert Yildirim em entrevista à Bloomberg News.
  • A Anglo havia fechado venda para a MMG por US$ 500 milhões em fevereiro de 2025, mas a transação ainda não foi concluída devido a investigação antitruste da União Europeia.
  • A UE investiga se o acordo poderia elevar preços da indústria europeia de ferroníquel; a MMG é controlada pela China Minmetals Corp.
  • A CoreX busca ampliar negócios de metais no Brasil, Angola e República Democrática do Congo, e está em negociações por ativos de cobre, além de conversar com governos sobre projetos de antimônio.

O empresário turco Robert Yuksel Yildirim informou à Bloomber News que elevou a proposta para comprar o negócio de níquel da Anglo American no Brasil. A nova oferta é de US$ 400 milhões em dinheiro pelas duas unidades de ferroníquel e dois projetos greenfield, conforme entrevista em Istambul.

A proposta de CoreX Holding, de Yildirim, prevê ainda pagamentos condicionais que podem levar o valor total a US$ 750 milhões. A venda anterior estava prevista para a chinesa MMG, por US$ 500 milhões, anunciada em fevereiro de 2025.

A transação, no entanto, não foi concluída devido a uma investigação antitruste da União Europeia. A UE analisa se o acordo pode elevar os preços para a indústria europeia de ferroníquel, insumo usado na produção de aço inoxidável.

A Anglo American não comentou oficialmente o negócio. A MMG e a Anglo já concordaram em prorrogar, até 30 de junho, o prazo para o cumprimento das condições da venda, com a MMG apontando incerteza sobre o tempo de conclusão da análise da Comissão Europeia.

A CoreX, que atua em 12 países com atuação em cobre, ouro e cromo, busca ampliar seu portfólio de metais. Além do ferroníquel no Brasil, a empresa negocia ativos de cobre no Brasil, Angola e RD Congo e tem planos de expandir para outros minerais críticos, como antimônio.

Yildirim afirmou que a CoreX está em tratativas com governos no Chade, Tajiquistão e Turquia sobre projetos de antimônio, refletindo a estratégia de diversificação e expansão internacional da empresa.

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