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Empresas flexibilizam contratações para reter talentos

Anuário aponta que profissionais PJ buscam proteção e benefícios como assistência médica e vale-refeição para manter autonomia, impulsionando mudanças nas empresas

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  • Anuário sobre práticas empresariais, preparado pela Swile Brasil, será lançado em 11 de maio.
  • Profissionais contratados como Pessoa Jurídica buscam proteção e previsibilidade, buscando uma experiência mais próxima da CLT sem abrir mão da autonomia.
  • Entre os benefícios desejados pelos PJs, assistência médica aparece em 80% das preferências, seguida de vale-refeição (41%) e vale-alimentação (40%).
  • Oferta de pacotes estruturados e personalizados para retenção de talentos não é mais mimo, é estratégia competitiva para atrair e engajar PJs.
  • Apesar dos avanços, apenas 31% das grandes empresas tratam PJs de forma semelhante aos celetistas em benefícios, indicando espaço para evolução.

Durante o programa Mercado, Josiane Lima, diretora de pessoas da Swile Brasil, revelou com exclusividade dados de um anuário sobre práticas de contratação. O lançamento está previsto para 11 de maio. O estudo mostra mudanças rápidas na relação entre empresas e profissionais contratados como Pessoa Jurídica.

A pesquisa aponta que o PJ busca proteção e previsibilidade cada vez maiores. Não se trata de maior risco, mas de segurança semelhante à vivida por trabalhadores com carteira assinada. A autonomia permanece, porém com salvaguardas que reduzem a assimetria de direitos.

Benefícios para o PJ

Entre os itens mais desejados, a assistência médica lidera com 80% das preferências. Em seguida aparecem vale-refeição (41%) e vale-alimentação (40%). O resultado indica uma busca por equilibrar flexibilidade com amparo tradicional da CLT.

Estratégia de retenção

O pacote de benefícios deixa de ser mimo e passa a estratégia central para atrair talentos PJ. Pacotes mais estruturados fortalecem a competitividade e ampliam o engajamento. A personalização é destacada como essencial, já que cada profissional pode ter prioridades distintas.

Mudança cultural

A executiva afirma que o PJ não é mais apenas fornecedor, mas um talento a ser valorizado. Reconhecimento, pertencimento e valorização entram no desenho de relacionamento, sobretudo para manter profissionais qualificados em um mercado competitivo.

Equidade versus igualdade

Ainda segundo a diretora, equidade não equivale a transformar o PJ em CLT. O objetivo é oferecer cuidado dentro do que permite a legislação, incluindo flexibilidade de horários, possibilidade de renda adicional e novas formas de uso de benefícios, com incentivos por performance e comissionamentos.

Panorama atual e desafios

Apesar dos avanços, há espaço para evolução. Apenas 31% das grandes empresas com mais de mil funcionários tratam profissionais PJ de modo similar aos celetistas quanto a benefícios. O movimento ganhou impulso, mas não é ainda maioria, sinalizando um caminho de adaptação para o mercado.

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