- Oxfam Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Contar) lançam a campanha “Quem planta merece colher direitos” para defender dois dias semanais de descanso para trabalhadores rurais, com ações de comunicação e coleta de assinaturas online.
- O tema está em debate no Congresso Nacional e pode ser votado até maio.
- A pesquisa da Oxfam aponta que quarenta e cinco por cento dos assalariados rurais cumprem mais de quarenta horas semanais, principalmente durante plantio e colheita.
- A campanha destaca o desgaste do trabalho no campo, com atividades ao ar livre, exposição ao sol, uso de agrotóxicos, longos deslocamentos e alta informalidade.
- Em dois mil e vinte e cinco, o Brasil tinha cerca de 3,6 milhões de trabalhadores rurais, dos quais apenas quarenta por cento tinham carteira assinada.
A Oxfam Brasil, em parceria com a Contag? Contar? (segue-se com o nome correto: Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais, Contar), lançou uma campanha para discutir os efeitos do fim da escala 6×1 no campo. A mobilização se chama Quem planta merece colher direitos e reúne ações de comunicação e uma petição online.
A iniciativa atua no sentido de ampliar o debate público e recolher assinaturas para apoiar dois dias semanais de descanso para trabalhadores rurais. O tema está em tramitação no Congresso Nacional, com possibilidade de votação até maio.
A campanha destaca que a realidade do trabalho rural envolve longas jornadas, exposição ao sol e ao agroquímico, deslocamentos frequentes e elevada informalidade. A mobilização busca dar visibilidade aos trabalhadores do campo e defender melhorias na proteção social.
Dados e contexto
Segundo a Oxfam, 45% dos assalariados rurais cumprem mais de 40 horas semanais, com escalas intensivas durante plantio e colheita. O Brasil possuía cerca de 3,6 milhões de trabalhadores rurais em 2025, dos quais apenas 40% tinham carteira assinada.
Viviana Santiago, diretora-executiva da Oxfam Brasil, afirma que o acesso à riqueza produzida no campo não pode ficar à margem do debate trabalhista. A campanha pretende incorporar a voz desses trabalhadores ao tema de qualidade de vida, descanso e proteção social no meio rural.
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