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ESG 2026: economia circular como estratégia de negócios

Economia circular deixa de ser agenda ambiental e se torna alavanca de competitividade, com investimentos bilionários em reciclagem e menor dependência de insumos críticos

A relevância da economia circular está em alta em publicações sobre tendências da Forbes, do IMD e do Fórum Econômico Mundial, na Suíça
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  • Ambev investiu R$ 1 bilhão na verticalização da produção de garrafas, com planta capaz de operar com até 80% vidro reciclado.
  • Heineken co-investiu R$ 17,5 milhões em cadeias de coleta para aumentar a circularidade do vidro.
  • No Brasil, são geradas cerca de 81 milhões de toneladas de resíduos por ano, 33,6% são recicláveis, mas apenas de 2,4% a 8,3% são efetivamente reciclados, gerando gasto de aproximadamente R$ 14 bilhões.
  • Empresas como Philips e Ikea já operam com modelos circulares; Philips teve 27,6% de receitas globais em 2025 com leasing e reuso, enquanto a Ikea cria mercados secundários para seus produtos.
  • Economia circular é vista como alavanca de competitividade, mitigando riscos de abastecimento, aumentando eficiência de capital e abrindo novas fontes de receita; Grupo Moura investiu R$ 850 milhões para reciclar 100% das baterias comercializadas, e há oportunidades fiscais com a lei Rouanet da reciclagem.

O estudo em curso pelo Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral analisa o futuro da sustentabilidade corporativa no Brasil. A pergunta central é: o que da sustentabilidade ainda gera valor para as empresas? O cenário atual envolve tensões geopolíticas e econômicas.

A economia circular deixou de ser apenas uma agenda ambiental e passou a estratégia de negócios. Publicações de destaque como Forbes, IMD e Fórum Econômico Mundial ressaltam esse movimento, assim como pesquisas da Ipsos Mori.

No Brasil, o país produz cerca de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos anualmente, com 33,6% de potencial de reciclagem. Ainda assim, apenas 2,4% a 8,3% são efetivamente reciclados, gerando desperdício estimado de R$ 14 bilhões por ano.

Investimentos e impactos

O fluxo de capital aponta para a circularidade como alavanca de competitividade. A Ambev investiu R$ 1 bilhão na verticalização da produção de garrafas, com planta capaz de operar com até 80% vidro reciclado. A Heineken co-investiu R$ 17,5 milhões em cadeias de coleta para aumentar a reciclagem de vidro.

A transformação também avança em minerais críticos, insumos estratégicos para a transição energética. A Agência Internacional de Energia projeta que reciclar lítio, cobalto, níquel e cobre pode reduzir a necessidade de novas minas em 25% a 40% até 2050.

Casos e estratégias

No Brasil, o Grupo Moura investe R$ 850 milhões para reciclagem de 100% das baterias comercializadas, fortalecendo o abastecimento com menor custo. Empresas de tecnologia e consumo também adotam modelos circulares para reduzir dependências.

Globalmente, a Philips atingiu 27,6% de receitas em 2025 por meio de modelos baseados em leasing e reaproveitamento. A IKEA investiga mercados secundários para seus produtos, extraindo valor de itens antes descartados.

Perspectivas para o negócio

O padrão: empresas com visão de futuro redirecionam modelos de negócio para reduzir riscos de abastecimento, melhorar eficiência de capital e criar novas fontes de receita, como servitização e revenda de materiais.

Implicações para executivos

A economia circular não é mais apenas uma agenda de sustentabilidade. Passa a ser uma alavanca de competitividade, especialmente diante de regras como a nova lei Rouanet da reciclagem, que permite abatimento de impostos para investimentos em circularidade. As empresas já estão aproveitando esse cenário?

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