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Espaço para corte da Selic está próximo do fim, afirma Gustavo Loyola

Ex-presidente do Banco Central diz que espaço para cortes da Selic está próximo do fim e sugere pausa em junho diante de incerteza externa

Na avaliação do ex-banqueiro central, um segundo corte de 0,25 ponto percentual da Selic nesta quarta-feira ainda é possível (Foto: Ton Molina/Bloomberg)
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  • O espaço para cortes da Selic está chegando ao fim, segundo o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola.
  • Um segundo ajuste de 0,25 ponto percentual ainda é possível, mas a tendência atual é de freio e sinalização de pausa para junho.
  • O cenário externo incerto, com o conflito no Oriente Médio, deve tornar o Copom mais cauteloso em relação aos próximos movimentos.
  • O balanço de riscos piorou: inflação pode subir e indicadores de atividade, como o IBC-Br, vieram mais fortes que o esperado.
  • O governo tem adotado medidas expansionistas, o que pode impactar a política fiscal e, indiretamente, a política monetária.

O espaço para cortes da Selic, avaliado pelo ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, está próximos de se esgotar diante do ambiente externo incerto. Segundo Loyola, um segundo recuo de 0,25 ponto percentual ainda é possível, mas tende a frear.

Com o cenário global volátil, o Copom deve adotar maior cautela e sinalizar pausa para junho, mantendo a possibilidade de retomar a flexibilização no restante do ano. A inflação e choques externos influenciam a postura.

Loyola aponta que a trajetória de cortes não é tão previsível quanto parecia há um mês, e não seria surpreendente se o BC não reduzisse a Selic na próxima reunião. O conflito no Oriente Médio aumenta a volatilidade.

Ao longo de 2024, o BC vem enfrentando um balanço de riscos que, para o ex-presidente, piorou desde a última reunião. Inflação mais pressionada e atividade econômica que ainda superou expectativas influenciam a decisão.

Paralelamente, o governo Lula mantém um eixo de estímulo fiscal e crédito. Medidas de expansão, como isenções, podem afetar o cenário fiscal e, por consequência, a trajetória da política monetária.

A economia mostra sinais de aquecimento, com mercados de trabalho firmes e indicadores de atividade superando previsões. Economistas consultados pela Bloomberg projetam, em sua maioria, um corte de 0,25 ponto, levando a Selic a 14,50%.

Cenário fiscal e impacto político

O debate sobre o impacto dessas medidas de política econômica envolve perspectivas fiscais e eleitorais. Anderson de Loyola ressalta que medidas de alívio do endividamento podem influenciar a condução monetária, mesmo com efeito indireto.

O equilíbrio entre estímulos ao crescimento e responsabilidade fiscal permanece central. A avaliação de Loyola é de que o cenário externo continua a impor limites à independência da política monetária e às decisões do Copom.

As próximas semanas deverão esclarecer se haverá novo ajuste no ritmo de cortes ou uma pausa adicional, com o mercado observando atentamente o posicionamento do BC diante das incertezas internacionais.

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