- Estudo da Comunitas, chamado Conexões e Fronteiras entre o Investimento Social Corporativo e os Negócios, foi lançado em 28 de abril na sede da B3, em São Paulo.
- A pesquisa aponta que o investimento social corporativo é percebido como impulsionador da reputação e do relacionamento com stakeholders, não necessariamente gerando retorno financeiro direto.
- Entre benefícios reputacionais citados estão melhoria da imagem, diálogo com stakeholders, aproximação com comunidades e licença social para operar.
- Os resultados indicam que ganhos financeiros diretos, como acesso a novos mercados, valorização de ações e aumento de vendas, são menos impactados pelo investimento social.
- O estudo destaca a importância de envolver a alta liderança e estruturar governança para manter o investimento social alinhado aos negócios, sugerindo ações de curto prazo para ampliar esse potencial.
O conteúdo divulgado pela Comunitas mostra que o investimento social corporativo é visto mais como gerador de reputação do que de retorno financeiro direto. O estudo analisa a ligação entre ações sociais e resultados de negócios no Brasil. O lançamento ocorreu nesta terça-feira, 28, na sede da B3, em São Paulo.
A pesquisa, realizada em 2025 com abordagem mista, reuniu revisão de literatura, entrevistas e dados quantitativos. Participam da Rede BISC grandes empresas e seus institutos sociais, que atuam no Brasil. Entre os integrantes estão B3 Social, Fundação Cargill, Fundação Sicredi, Instituto C&A, entre outros.
O levantamento aponta que os principais benefícios percebidos estão na reputação, diálogo com stakeholders e licença social para operar. Amplia o vínculo com comunidades e facilita a cobertura positiva na mídia.
Conexão com a reputação
O estudo indica que o alinhamento entre investimento social e negócios tende a fortalecer a imagem da empresa. A percepção envolve melhoria no relacionamento com stakeholders e reconhecimento público, com impactos mais diretos nesse campo do que em métricas financeiras.
Retorno financeiro menos estruturado
Entre os itens avaliados, o acesso a novos mercados, valorização de ações e aumento de vendas aparecem como efeitos menos evidentes. A produção mais inovadora também não é apontada como benefício imediato pelo grupo entrevistado.
Liderança e governança
Patrícia Loyola, diretora da Comunitas, afirma que efeitos reputacionais costumam predominar sobre impactos financeiros. A pesquisa levanta a necessidade de maior integração entre altos cargos e o tema, para ampliar os resultados de negócio.
Ela ressalta que o investimento social pode mitigar riscos, fomentar inovação e estabilizar cadeias produtivas. A executiva cita ainda que, em curto prazo, pode contribuir para enfrentar desafios sociais como escolarização e capacitação profissional.
Protagonismo em áreas estratégicas
O estudo aponta que a participação decisória sobre investimentos sociais está mais presente em lideranças de áreas diversas, como institucional, sustentabilidade e RH, e menos frequente entre CEOs. A governança institucional é citada como crucial para manter a continuidade das ações.
Patrícia Loyola enfatiza a importância de que o investimento social faça parte da agenda dos Conselhos e seja institucionalizado na empresa. O objetivo é evitar que decisões fiquem dependentes de mudanças de liderança.
Caminhos para ampliar o impacto
O documento sugere três frentes prioritárias para ampliar o efeito social dentro das organizações: engajar lideranças e equipes para reconhecer o investimento social como parte do negócio; explicar o funcionamento do terceiro setor aos diferentes líderes; e ajustar o orçamento para refletir a complexidade das ações sem direcioná-lo apenas a interesses privados.
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