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Fed se prepara para disputa interna ligada à indicação para a presidência

Indicação de Kevin Warsh ao comando do Federal Reserve pode acirrar divergências na política monetária e manter dúvidas sobre cortes de juros

Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) — Foto: Brendan McDermid/File Photo/Reuters
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  • O Comitê Bancário do Senado deve avançar nesta quarta-feira a indicação de Kevin Warsh para chefiar o Federal Reserve, encaminhando o nome ao plenário.
  • Warsh afirma desejar uma “boa briga de família” na formulação de política monetária, o que pode encarar resistência de colegas mais hawkish para cortes de juros.
  • O mercado de trabalho, próximo do pleno emprego, teve queda na criação de vagas e recuo da participação; a taxa de desemprego ficou em 4,3% em março.
  • A inflação preocupa: núcleo do PCE ficou em torno de 3% em fevereiro, com estimativas de 3,2% em março; Warsh defende uso de médias aparadas como indicador.
  • Warsh defende considerar o balanço patrimonial junto com a política de juros, propondo redução gradual do balanço; visões sobre IA (inteligência artificial) são vistas como potencial a favor de cortes no longo prazo.

O Comitê Bancário do Senado dos EUA deve confirmar nesta quarta-feira, 29 de abril, a indicação de Kevin Warsh para chefiar o Federal Reserve. A expectativa é que o tema siga para apreciação no plenário, com votação provável ainda nesta semana. Warsh pode assumir o comando em junho, caso aprovado.

O objetivo é entender como Warsh pretende conduzir a política monetária, especialmente diante de cortes de juros defendidos por algumas figuras do governo. O mandato de Jerome Powell vence em 15 de maio, o que aumenta a pressão por decisões rápidas no Fed.

Acometida pela sinalização de resistência de parte dos membros, a atuação de Warsh será acompanhada de perto pela bolsa e pelos mercados. O cenário ainda envolve a percepção de que o Fed está próximo de manter os juros na faixa atual, entre 3,50% e 3,75%.

Inflação

Warsh afirmou que a inflação melhorou, embora haja divergências entre os dirigentes. Enquanto alguns destacam impactos das tarifas e de tensões internacionais, outros lembram que a inflação subjacente permanece acima da meta de 2%. A leitura de médias aparadas é citada como referência.

Mercado de trabalho

A avaliação do desempenho do emprego diverge entre os membros. Apesar da queda na criação de vagas, o mercado continua próximo do pleno emprego pela visão de alguns dirigentes. Dados recentes mostram queda leve na taxa de desemprego, para 4,3%.

Política de juros

Powell indicou que a política está bem posicionada, com a expectativa de manter a taxa entre 3,50% e 3,75%. Ainda, há debates sobre sinalizar caminhos futuros, incluindo se o Fed pode manter aberturas para aumentos ou cortes.

Balanço patrimonial

Warsh defende que o balanço patrimonial deve andar junto da decisão sobre juros, com mudanças graduais. A ideia é dar espaço para possíveis cortes de curto prazo, o que diverge de boa parte da visão atual dos colegas.

Inteligência artificial

O apoio à IA aparece como potencial motor de produtividade de longo prazo, o que poderia favorecer cortes de juros no espírito de crescimento sem pressões inflacionárias. No curto prazo, porém, o impacto sobre preços permanece incerto, conforme autoridades.

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