- O custo total estimado pelo FGC com a quebra do Banco Master é de R$ 57,4 bilhões, incluindo garantias, socorro a correntistas e linha de liquidez; ainda haverá pagamento de R$ 2,9 bilhões ao longo de 2026.
- O balanço de 2025 do FGC mostra patrimônio líquido de R$ 123 bilhões, com déficit de R$ 17,1 bilhões por provisões para pagamentos.
- As liquidações do Master, Master de Investimentos e Letsbank geraram provisões de R$ 40,6 bilhões ao fim de 2025 para garantias aos credores; em 2026 ocorreram liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno.
- O valor total estimado para pagamento de garantias, considerando essas ocorrências, chega a R$ 51,7 bilhões; o impacto total de liquidações e assistências é de aproximadamente R$ 57,4 bilhões.
- Em março de 2026, 870 mil credores foram cobertos; bancos associados investiram R$ 32,2 bilhões no fundo para recomposição de caixa, elevando o patrimônio líquido para R$ 118,5 bilhões e a liquidez para R$ 110,9 bilhões.
A quebra do conglomerado do Banco Master implica um custo total esperado de 57,4 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), já incluindo o socorro aos correntistas e a linha de assistência de liquidez concedida ao banco no ano passado. Deste total, 2,9 bilhões ainda devem ser pagos ao longo de 2026.
Os números foram divulgados junto ao balanço de 2025 do FGC. O fundo encerrou o exercício com patrimônio líquido de 123 bilhões de reais, uma queda de 17,1 bilhões em relação a 2024. A administração do FGC destacou o esforço para manter a estabilidade do sistema financeiro.
Provisões para garantias somaram 40,6 bilhões de reais ao final de 2025, com início de liquidações em 17 de janeiro de 2026. A instituição estima que, considerando novas liquidações, o valor total de garantias alcance 51,7 bilhões de reais e o impacto total, 57,4 bilhões, sobre as reservas do FGC.
Injeção de capital e saldo de caixa
O FGC calcula que cerca de 870 mil credores foram impactados pelas perdas do Master. Em março de 2026, bancos associados contribuíram com 32,2 bilhões de reais para recomposição do caixa. Com essa entrada, o Patrimônio Líquido do FGC ficou em 118,5 bilhões de reais e a liquidez em 110,9 bilhões de reais.
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