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Gastos com IA já superam custos com funcionários em algumas empresas

Executivos da Nvidia e Uber dizem que gasto com IA pode superar salários, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade da adoção em larga escala

Conta da IA começa a chegar: eficiência, sim, mas a preço mais alto que o esperado
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  • O CTO da Uber, Praveen Neppalli Naga, diz que o orçamento de computação esgotou em menos de quatro meses, com cerca de 5 mil engenheiros tendo acesso ao Claude Code e custo estimado por pessoa entre US$ 500 e US$ 2 mil; uso quase dobrou entre dezembro e fevereiro e passou a parte significativa do trabalho a IA.
  • Bryan Catanzaro, vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia, afirmou que, para o seu time, o custo de computação supera o custo dos funcionários.
  • Surgem dúvidas sobre se automatizar é sempre mais barato que contratar, e se vale a pena cortar pessoas já no curto prazo, levando em conta responsabilidade social e impactos.
  • Um estudo do MIT, de 2024, aponta que automatizar tarefas com IA envolve custos adicionais de desenvolvimento, instalação, treinamento, integração e manutenção, nem sempre resultando em economia frente a manter pessoas.
  • A expectativa de curto prazo é de mais investimento em tecnologia: gastos globais com TI devem chegar a US$ 6,31 trilhões em 2026, com data centers puxando o crescimento (alta de 55,8% e mais de US$ 788 bilhões).

Em algumas empresas, os gastos com IA já superam custos com funcionários, segundo executivos da Nvidia e da Uber. O relato envolve impacto financeiro direto da computação usada por IA, não apenas salários.

Praveen Neppalli Naga, CTO da Uber, diz que o orçamento de 2026 foi quase todo consumido em menos de quatro meses, com o trecho dedicado a computação excedendo previsões. O boom deve-se à adoção do Claude Code, da Anthropic.

Estimativas internas apontam custos entre US$ 500 e US$ 2 mil por pessoa, ainda não divulgados pela Anthropic. A Uber liberou o acesso ao modelo a cerca de 5.000 engenheiros em dezembro, gerando aumento de uso até fevereiro e maior produtividade via IA.

Adoção de IA e pressão de custos

A Nvidia, envolvida na infraestrutura de IA, afirma que, para equipes de pesquisa, o custo com computação pode superar o gasto com pessoal. A visão contrasta com a ideia de que automatizar sempre reduz custos.

Essa tendência levanta dúvidas sobre a viabilidade financeira de adoção em larga escala. A necessidade de equilibrar produtividade com recursos é tema central para executivos, especialmente em operações de grande escala.

Estudos e perspectivas

Dado o recente movimento, estudos de instituições como MIT analisam o custo total de automação. A pesquisa aponta que, além da tecnologia, há despesas com desenvolvimento, instalação e manutenção, que podem inviabilizar a economia de longo prazo.

Especialistas sugerem que o benefício da IA depende de produtividade efetiva, tokens, infraestrutura e supervisão humana. A conversa pública segue centrada em quando vale a pena automatizar versus empregar pessoas.

Panorama global e projection de mercado

Projeções indicam expansão contínua de gastos em tecnologia da informação, com US$ 6,31 trilhões estimados para 2026, ante 2025. Data centers lideram o crescimento, com expectativa de aumento de quase 56%, chegando a US$ 788 bilhões.

Enquanto algumas empresas avaliam custos de IA como parte da folha de pagamento, o mercado mundial continua investindo em infraestrutura para sustentar o ritmo de adoção. As decisões dependem de validação econômica e governança de tecnologia.

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