- A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, pediu oficialmente ajuda ao presidente Lula para cobrir o rombo do Banco Master no BRB por meio de empréstimo com garantia da União.
- O DF quer o aval do Tesouro Nacional para acionar o Fundo Garantidor de Créditos e injetar dinheiro no BRB, mas não tem condições de receber garantias da União, pois sua nota de capacidade de pagamento é C.
- O rombo do BRB é estimado em R$ 8,8 bilhões por operações fraudulentas do Banco Master, e o banco precisa de dinheiro novo para manter funcionamento e solidez.
- Além do apoio financeiro, Celina Leão busca que Lula peça à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil que comprem ativos do BRB para ajudar a reduzir a crise de liquidez.
- O governo distrital também busca medidas para equilibrar as contas locais, incluindo revisão de contratos, corte de gastos e antecipação de créditos da dívida ativa, embora com restrições para uso imediato.
O governo do Distrito Federal pediu apoio excepcional ao governo federal para cobrir o rombo causado pelo Banco Master no BRB. A governadora Celina Leão (PP) pretende encaminhar o pedido ao presidente Lula e ao Tesouro Nacional. A ideia é acionar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O objetivo é obter aval para uma operação de crédito com garantias da União, destinada a recompor o patrimônio do BRB. O DF não tem notas de CAPAG suficientes para acessar crédito com garantia federal, pois está classificado como C.
Celina Leão informou ao governo distrital que o ofício ao Tesouro Nacional está em fase final de formalização. A ação visa viabilizar a participação do FGC na recuperação financeira do BRB, controlado pela administração local.
Garantias e condições
O BRB apresenta rombo estimado em 8,8 bilhões de reais decorrente de operações envolvendo o Banco Master. A instituição não publicou o balanço de 2025 no prazo legal, atingindo o objetivo de estabilidade até o fim de maio.
O projeto de intervenção inclui também a possibilidade de o presidente Lula solicitar apoio da Caixa e do Banco do Brasil para compra de ativos do BRB. Há expectativa de venda de ativos de 15 bilhões de reais, em processo de liquidação parcial.
Antes, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) já havia pedido empréstimo de 4 bilhões ao FGC, sem resposta. Técnicos da administração avaliam que o DF não tem fontes disponíveis para aporte imediato no BRB.
Situação fiscal do DF
Enquanto busca suporte ao BRB, Celina Leão orienta revisão de contratos e cortes de gastos na administração. A ideia é antecipar 52 bilhões de reais em créditos inscritos na dívida ativa.
A operação de antecipação de recursos enfrenta restrições legais: o dinheiro pode ir para previdência e investimentos, não para aporte direto ao BRB. Não há previsão de data para levantamento desses recursos.
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