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Governo registra rombo de R$ 73,8 bi em março, maior da série histórica

Deficit primário de março de 2026 atinge recorde para o mês desde 1997, com gastos impulsionados por precatórios e receita em alta.

O Tesouro Nacional divulga mensalmente o saldo das contas públicas, excluindo os gastos com juros da dívida
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  • O déficit primário do governo central ficou em R$ 73,8 bilhões em março de 2026, o maior para o mês desde o início da série, em 1997.
  • A receita total em março atingiu R$ 235,0 bilhões, alta de 5,1% em termos reais ante março de 2025.
  • Os gastos cresceram 49,2% no mês, impulsionados pelo pagamento de precatórios; despesas com pessoas e encargos sociais subiram 37,1% (R$ 41,6 bilhões) e os precatórios chegaram a R$ 9,1 bilhões.
  • No acumulado do primeiro trimestre, o deficit primário foi de R$ 16,0 bilhões, o maior para o período desde 2018.
  • A arrecadação federal foi ajudada por royalties do petróleo: em março, a Receita Federal confirmou R$ 229,2 bilhões, o maior valor para o mês na série histórica, com a extração de petróleo e gás natural avançando 170,1% (R$ 9,2 bilhões).

O governo central, que reúne o governo federal e o Banco Central, registrou deficit primário de R$ 73,8 bilhões em março de 2026, o maior para o mês na série histórica, iniciada em 1997. O Tesouro Nacional divulgou o resultado nesta quarta-feira (29/04/2026).

A receita total ficou em R$ 235,0 bilhões, alta real de 5,1% frente março de 2025. A arrecadação com Imposto de Renda atingiu R$ 67,4 bilhões, mantendo alta de 3,6% no período.

Os gastos subiram 49,2% na comparação anual, impulsionados pelo pagamento de precatórios. Despesas com pessoas e encargos sociais chegaram a R$ 41,6 bilhões, enquanto precatórios somaram R$ 9,1 bilhões, alta de R$ 8,8 bilhões.

Panorama do trimestre

No acumulado do 1º trimestre, as contas públicas registraram deficit primário de R$ 16,0 bilhões, o maior para o período desde 2018, quando ficou em R$ 19,4 bilhões.

O governo estimava, em março, um superavit primário de R$ 3,5 bilhões para 2026, cifra 30,8 bi inferior ao centro da meta de R$ 34,3 bilhões. O cumprimento depende de ajustes e receitas.

As contas seguem auxiliadas pela arrecadação de royalties do petróleo. Em março, a Receita Federal informou arrecadação federal de R$ 229,2 bilhões, maior da série histórica iniciada em 1995, com petróleo e gás aumentando 170,1%.

Contexto fiscal e metas

O orçamento de 2026 fixa meta de superavit primário de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 p.p. Emendas e leis complementares sobre precatórios, defesa nacional e despesas temporárias de educação e saúde influenciam o saldo.

Sem deduções, o governo federal teria deficit de R$ 59,8 bilhões em 2026. Com as deduções, retiradas para alcançar a meta geraram um saldo positivo projetado de R$ 3,5 bilhões.

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