- Banco Mundial projeta alta de 24% nos preços de energia em 2026, caso os impactos da guerra no Oriente Médio terminem em maio.
- Cenário base aponta alta de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, com riscos de mais altas caso as hostilidades se intensifiquem.
- Preços do petróleo Brent devem ficar em média 86 dólares por barril em 2026, podendo chegar a 115 dólares se danos persistirem.
- Fertilizantes devem subir 31% em 2026, impulsionados por alta de cerca de 60% no preço da ureia, aumentando pressão sobre o abastecimento de alimentos.
- Inflação em economias em desenvolvimento pode chegar a 5,1% em 2026, com crescimento de 3,6% no mesmo ano.
O Banco Mundial projeta alta de 24% nos preços de energia em 2026, caso os impactos mais graves da guerra no Oriente Médio permaneçam até maio. O relatório mantém o Estreito de Ormuz como principal vetor de incerteza, estimando retorno gradual aos níveis pré-guerra até outubro.
Os preços das commodities podem subir ainda mais se as hostilidades se intensificarem e as interrupções no fornecimento persistirem, segundo a edição mais recente do Commodity Markets Outlook. O cenário base considera volumes de transporte marítimo próximos ao habitual em 2026.
O petróleo Brent deve, em média, alcançar US$ 86 por barril em 2026, ante US$ 69 em 2025. Caso ocorram danos adicionais a instalações críticas, o valor anual poderá chegar a US$ 115 por barril. Contratos para junho estavam próximos de US$ 109.
Desdobramentos econômicos
A guerra afeta também fertilizantes, elevando o preço em 31% em 2026, com ureia subindo cerca de 60%. O repasse ao custo de alimentos pode pressionar agricultores e futuras safras, impactando a renda no campo e a segurança alimentar global.
O Banco Mundial aponta que a inflação em economias em desenvolvimento pode chegar a 5,8% se o conflito durar mais. A projeção base indica 5,1% em 2026, com crescimento de 3,6%, abaixo do esperado antes da crise, de 4%.
O relatório ressalta que os impactos atingem, de forma mais contundente, os países mais pobres e endividados, ampliando a vulnerabilidade econômica global.
Entre na conversa da comunidade