- Economistas esperam corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,5% ao ano, com anúncio da decisão do Copom previsto para quarta-feira, 29, após início da reunião em 28 de maio.
- A continuidade do conflito no Oriente Médio sustenta a cautela do Banco Central e pode manter o preço do petróleo próximo de US$ 100 o barril, influenciando o tom da decisão.
- O mercado projeta que as próximas reuniões vão depender do desfecho do conflito e da evolução da inflação, com o cenário de cortes menos agressivos.
- A leitura para o fim do ano aponta Selic em 13% ao invés da meta anteriormente indicada, refletindo ajuste gradual diante da volatilidade externa.
- Para a reunião de junho, há divergência entre as instituições: 18 veem corte de 0,25 ponto, 18,00 projetam 0,50 ponto ou mais, e uma casa aposta na manutenção da Selic em 14,75%.
O mercado espera mais um recuo da taxa Selic na próxima reunião do Copom, nesta semana. Economistas projetam queda de 0,25 ponto porcentual, levando a Selic a 14,5% ao ano, com anúncio para quarta-feira.
A pressão vem da continuidade do conflito no Oriente Médio, que mantém o petróleo perto de US$ 100 o barril, e de sinais de inflação mais estáveis no curto prazo. O cenário favorece o tom cauteloso do BC, segundo especialistas.
Entre os especialistas ouvidos, há divergência sobre o ritmo das mudanças nas próximas reuniões. Enquanto alguns veem apenas cortes graduais, outros consideram a possibilidade de manter ou ajustar o passo, conforme o balanço de riscos.
A preponderância de fatores externos mantém a cautela do BC. O petróleo elevado sustenta pressões inflacionárias, mesmo com alívio cambial recente, o que restringe o espaço para cortes mais agressivos.
Para a reunião de junho, o debate se intensifica. Entre 37 instituições, há 18 que esperam o terceiro recuo de 0,25 p.p. e outras 18 veem cortes maiores ou a manutenção da Selic em 14,75%. A decisão ainda ficar aberta à evolução do cenário externo.
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