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Ibovespa: lucros devem crescer no 1º tri, mas setores ficariam fora, diz BoA

Banco americano Bank of America aponta crescimento de 7% no lucro por ação do Ibovespa no 1º tri de 2026, puxado por financeiro e distribuidoras de combustíveis, com consumo sob pressão

— Foto: Pixabay
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  • Bank of America prevê alta de 7% no lucro por ação do Ibovespa no primeiro trimestre de 2026, segundo consenso de mercado.
  • Excluindo commodities, a alta prevista sobe para 10%, indicando melhora operacional entre ações mais atreladas à economia doméstica.
  • Distribuição de combustíveis deve se beneficiar de margens e preços excepcionalmente favoráveis, especialmente em março.
  • No setor financeiro, bancos tradicionais aparecem com leitura cautelosa, mas seguradoras devem apresentar desempenho acima do esperado.
  • O consumo é apontado como principal fator de pressão, com varejo, consumo discricionário, alimentos e bebidas e shoppings contribuindo negativamente; E&P pode melhorar com a alta do Brent, mas hedge pode limitar ganhos.

O Bank of America projeta novo crescimento nos lucros das empresas do Ibovespa no 1º trimestre de 2026. A previsão aponta alta de 7% no lucro por ação, ante igual período do ano anterior, com impulso de setores domésticos como financeiro e distribuição de combustíveis. O consumo segue pressionado pelo ambiente macro.

Ao excluir commodities, a alta esperada sobe para 10%, sugerindo melhoria na eficiência operacional das empresas mais expostas ao ciclo econômico interno. A distribuição de combustíveis se destaca pela combinação de preços e margens favoráveis, especialmente em março.

No setor financeiro, o banco observa cautela para bancos tradicionais, mas vê seguradoras com desempenho acima do esperado, beneficiadas por menor índice de sinistros. O crescimento de prêmios permanece moderado, segundo a instituição.

Setores em destaque

Por outro lado, o Bank of America aponta pressão para empresas de consumo, varejo, bebidas, alimentos e shopping centers. A combinação de endividamento familiar, juros altos e competição online é apontada como limitante para o lucro.

Para E&P, há previsão de melhora com a alta de 24% do Brent no período. A entidade alerta que proteções de preço (hedges) podem limitar a transferência da alta para o resultado. Distribuidoras de combustíveis devem apresentar resultados fortes.

Na visão de operadores de grãos, o plantio e a colheita da soja ocorreram dentro da janela, com atenção às segundas safras de algodão e milho. Custos de insumos seguem como fator negativo, enquanto preços de commodities e o real influenciam a atividade.

Na saúde, serviços de prestadores mostram continuidade de crescimento de volumes, enquanto operadoras de planos de saúde enfrentam competição acirrada. No setor industrial, renováveis e câmbio devem exercer pressão sobre resultados.

Entre geração e distribuição, os geradores hidrelétricos e termelétricos devem se destacar pela volatilidade de preços spot, elevando margens. Já renováveis podem sofrer com cortes de produção, afetando seus resultados em algumas regiões.

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