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IPCA-15 e arrecadação aparecem como destaques da agenda

IPCA-15 de abril pode acelerar; arrecadação de março registra alta e Copom é foco dos mercados

— Foto: Unsplash
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  • IPCA-15 de abril deve acelerar para about 0,97%, com projeção de 12 meses em torno de 4,45% e estimativas variando entre 0,7% e 1,11%.
  • Arrecadação federal de março é apresentada; arrecadação de impostos somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro de 2026, alta real de 5,68%, e o acumulado de dois meses chegou a R$ 547,869 bilhões, alta de 4,41%.
  • Tesouro Nacional realiza leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B); vencimentos em 1º de junho de 2032 (LFT) e 15 de maio de 2031, 2037 e 2060 (NTN-B); liquidação ocorre na quarta-feira.
  • Copom dá início ao primeiro dia de reunião; presidente Gabriel Galípolo e diretores participam das sessões na sede do Banco Central, em Brasília.
  • Lula promulga o Acordo Mercosul–União Europeia; decreto de promulgação é assinado no Palácio do Planalto, com agenda pública de encontros do presidente.

A agenda de hoje reúne indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos EUA, além de atos oficiais que podem influenciar o cenário financeiro. O foco está no IPCA-15 de abril, na arrecadação federal de março e na sinalização do Copom, com a produção de dados internacionais acompanhada de decisões de política monetária.

O IPCA-15 de abril, divulgado pelo IBGE, deve mostrar aceleração para 0,97% no mês, contra 0,44% em março. O mercado também acompanha a sequência da inflação em 12 meses, com expectativa de alta para 4,45%. A pesquisa agrega projeções de 25 instituições.

O Ibre-FGV divulgou, às 8h, a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de abril, com o índice de confiança estável em março, em 96,8 pontos. A média móvel trimestral do indicador subiu para 96,5 pontos.

Indicadores e arrecadação

Às 10h, a CNI divulga a Sondagem da Indústria da Construção de abril, com melhora entre fevereiro e março de 2026. Avanços no desempenho e no número de empregados sinalizam dinamismo no setor.

A Receita Federal informa, às 11h, a arrecadação de março. Em fevereiro, a arrecadação foi de R$ 222,117 bilhões, com alta real de 5,68% ante fevereiro do ano anterior. No acumulado de janeiro e fevereiro, o total foi de R$ 547,869 bilhões, alta de 4,41%.

Operações e vacinação de títulos

O Tesouro Nacional realiza, às 11h, leilão tradicional de LFT e NTN-B. As LFT vencem em 1º de junho de 2032; as NTN-B em 15 de maio de 2031, 2037 e 2060. A liquidação financeira ocorre na quarta-feira.

Nos EUA, a ADP divulga, às 9h15, a variação de vagas do setor privado, sem estimativas. A leitura anterior registrou abertura de 54,75 mil vagas. Às 11h, o Conference Board publica o índice de confiança do consumidor de abril, com expectativa de 89,5 pontos.

O Tesouro dos EUA realiza, às 14h, leilão de T-notes de 7 anos. Os resultados serão disponibilizados ao fim do leilão.

Agenda regulatória e política

O presidente Lula promulga o Acordo Mercosul-UE. O ato ocorre com promulgação prevista para as 16h, após reuniões no Planalto com ministros e assessores. A assinatura do decreto marca o fechamento formal do acordo.

O Senado analisa, a partir das 14h, o CNVM e o PL 6.423/2025 sobre atividades de inteligência. Também está na pauta o PL 6.249/2019, que incentiva a atividade de mulheres artesãs.

Ainda pela manhã, a CI discute o PL 1.704/2022 que autoriza intervenção sobre preços de combustíveis. Também há propostas para conter tarifas de energia elétrica.

Judiciário e economia pública

O STF reúne-se às 14h na Primeira Turma para julgar recurso da PGR sobre competência para processar o caso da procuradora Monique Cheker. Também discute se o pastor Silas Malafaia será réu por calúnia e injúria contra o Alto Comando do Exército.

Durigan mantém agenda com Lula às 9h30 no Planalto e, às 16h, assina o decreto de promulgação do acordo Mercosul-UE. O ministro participa de reuniões com senadores ao longo do dia.

Copom e mercado

O Copom inicia seu primeiro dia de reunião, com participação de Galípolo e diretores, às 10h e 14h, no BC de Brasília. O encontro é acompanhado de perto por investidores diante do quadro inflacionário e de petróleo em movimento.

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