- IPCA-15 subiu 0,89% em abril, abaixo da mediana de 0,98%.
- Em 12 meses, a inflação chegou a 4,37%.
- Alimentos e combustíveis puxaram o índice no mês.
- Cenário externo, com conflito no Oriente Médio e alta do petróleo, pressiona as expectativas de política monetária.
- O Banco Central iniciou ciclo de afrouxamento com corte de 0,25 ponto percentual na Selic no mês passado, mas inflação acima da meta de 3% complica a decisão; Lula busca proteger consumidores com subsídios e aliviar dívidas, aumentando a incerteza sobre a inflação.
O IPCA-15 de abril ficou em 0,89%, abaixo do esperado. O dado oficial, divulgado pelo IBGE, mostrou inflação menor que a mediana de 0,98% estimada pelos economistas consultados pela Bloomberg. Em 12 meses, o indicador acumula 4,37%.
A alta registrada foi puxada por alimentos e combustíveis, que sustentaram o ritmo de subida dos preços. Ainda assim, o resultado reforça a percepção de inflação mais persistente do que o desejado pelo mercado.
Contexto externo e impacto na política monetária
O aumento do preço do petróleo e um cenário externo mais aquecido complicam a continuidade do afrouxamento monetário. O BC já iniciou cortes na Selic, com 0,25 ponto percentual, mas observa riscos de novo aperto caso a inflação se mantenha acima da meta de 3%.
A agenda doméstica e incertezas futuras
No front doméstico, o governo avalia medidas como subsídios e alivio de dívidas para conter impactos aos consumidores. Essas iniciativas deixam o caminho para a política monetária ainda menos previsível, mantendo a incerteza sobre o tom da próxima decisão de juros.
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