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IPCA-15 sobe 0,89% em abril, impulsionado por alimentos

IPCA-15 sobe 0,89% em abril, puxado por alimentação e transportes; inflação em 12 meses fica em 4,37% e acumulado do ano atinge 2,39%

Foto: Freepik
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  • IPCA-15 subiu 0,89% em abril, acelerando frente a março (0,44%).
  • O índice acumula alta de 2,39% no ano e 4,37% em 12 meses.
  • Alimentação e bebidas avançaram 1,46%, com alta de itens como cenoura, cebola e leite; alimentação fora do domicílio subiu 0,70%.
  • Transportes subiu 1,34%, impulsionado por combustíveis, com gasolina +6,23% e diesel +16,00%.
  • Passagens aéreas caíram 14,32%; houve variação regional, de 1,46% em Belém a 0,41% em Brasília.

O IPCA-15 acelerou para 0,89% em abril, segundo o IBGE, apresentando alta maior que a de março (0,44%). O resultado indica novo aumento da inflação no mês, com variação acumulada de 2,39% no ano e 4,37% nos últimos 12 meses.

O avanço foi puxado por alimentos e bebidas, que subiram 1,46% e contribuíram com 0,31 ponto percentual. Em seguida, Transportes subiu 1,34%, respondendo por 0,27 ponto. Juntos, esses dois grupos representaram cerca de 65% do crescimento do mês.

No conjunto, Saúde e cuidados pessoais cresceram 0,93%, com impacto de 0,13 ponto. Demais itens variaram menos, entre 0,05% em Educação e 0,76% em Vestuário.

Alimentos e combustíveis pressionam inflação

Alimentação e bebidas no domicílio avançou 1,77% em abril, ante 1,10% em março, impulsionada por cenoura, cebola, leite, tomate e carnes. Em contraste, maçã (-4,76%) e café (-1,58%) recuaram.

A alimentação fora do domicílio também cresceu, 0,70% em abril, com destaque para lanche (0,87%) e refeição (0,65%).

Transportes e energia influenciam o índice

A alta em Transportes ganhou fôlego, passando de 0,21% para 1,34%. O aumento ocorreu principalmente pelos combustíveis, com gasolina em alta de 6,23% e maior impacto individual (0,32 p.p.). Óleo diesel subiu 16,00% e etanol 2,17%; gás veicular caiu 1,55%.

Passagens aéreas recuíram 14,32% em abril, ajudando a conter o índice. Tarifas de transporte público variaram entre cidades, com reajustes e gratuidade em capitais como São Paulo, Salvador, Fortaleza e Brasília.

Saúde, habitação e variações regionais

Saúde e cuidados pessoais subiram 0,93%, pressionados por higiene (1,32%) e farmacêuticos (1,16%); planos de saúde cresceram 0,49%. Habitação avançou 0,42%, com energia elétrica residencial em alta de 0,68%, influenciada por reajustes em concessionárias, especialmente no Rio de Janeiro, ainda com bandeira verde.

Entre as regiões, Belém teve a maior variação, 1,46%, impulsionada por açaí e gasolina. Brasília registrou a menor taxa, 0,41%, com quedas em passagens aéreas (-10,88%) e farmacêuticos (-0,61%).

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