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Lula anunciará novo Desenrola em pronunciamento na TV no Dia do Trabalho

Lula anunciará o novo Desenrola em cadeia nacional, com detalhes na segunda-feira, visando renegociar dívidas com juros de 1,99% ao mês e prazo de até quatro anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em solenidade no Palácio do Planalto
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  • Lula planeja anunciar o novo Desenrola em pronunciamento na TV sobre o Dia do Trabalho; o detalhamento fica para segunda-feira, 4 de maio.
  • Em rede nacional, o presidente deve mencionar diretrizes gerais do programa, com detalhes técnicos em evento na segunda-feira.
  • O objetivo é reduzir o endividamento da população, com prazo de até quatro anos para pagar as dívidas renegociadas e três tipos de crédito em atraso: cartão de crédito, cheque especial e CDC, com desconto entre quarenta e noventa por cento e juros máximos de 1,99% ao mês.
  • O governo busca melhorar a popularidade de Lula em ano eleitoral; pesquisas apontam empate nas intenções de voto em segundo turno entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
  • Não deve comparecer a atos de sindicatos no 1º de maio; a manifestação sindical deverá ocorrer de forma desmembrada em atos menores neste ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja anunciar em cadeia nacional um novo Desenrola, programa para renegociação de dívidas, durante o pronunciamento de Dia do Trabalho, na noite de 30 de abril. A divulgação oficial deve ocorrer na fala de apresentação.

O detalhamento técnico do programa ficará para um evento na segunda-feira, 4 de maio. A meta é oferecer condições para reduzir o endividamento da população, segundo interlocutores envolvidos nas discussões.

O governo busca ampliar sua base de apoio em ano eleitoral, após avaliarem que obras recentes não se traduziram plenamente em popularidade. O endividamento das famílias atingiu recorde em fevereiro, conforme dados do Banco Central.

O desenho da medida prevê prazos de até quatro anos para quitar as dívidas renegociadas e deve contemplar cartões de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Tóteos de juros estariam fixados em até 1,99% ao mês.

O desconto aplicado à dívida pode variar entre 40% e 90%, conforme negociação, segundo pessoas próximas aos debates que permaneceram em sigilo.

Parte relevante do grupo governista aposta na menção, no pronunciamento, do possível fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, projeto que tramita na Câmara e ainda pode ser votado antes das eleições.

A iniciativa aparece como aposta de comunicação para reforçar a imagem do governo e sustentar a agenda de reformas em meio ao período eleitoral.

Neste ano, Lula não deve participar de atos de sindicatos no 1º de maio, com manifestações sindicais menores previstas para o dia. A opção visa evitar conflitos de agenda com o calendário eleitoral.

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