- Lula pediu à equipe econômica para incluir no novo Desenrola pessoas muito endividadas que ainda não estão inadimplentes, ou seja, que pagam as dívidas em dia.
- A ideia visa atender trabalhadores informais, um segmento que preocupa o PT.
- Há a possibilidade de essas pessoas ficarem para uma etapa posterior, o Desenrola 2.0, por avaliar que o público seria maior e a operação mais complexa.
- O governo deve anunciar o programa ainda nesta semana, segundo fontes envolvidas.
- Bancos divergem: há temor de que a proposta incentive o acúmulo de dívidas, mesmo quando pagas em dia.
Lula pediu à equipe econômica que inclua no novo Desenrola os endividados muito comprometidos, mas que ainda não estão inadimplentes, ou seja, que quitam as dívidas em dia. A medida visa ampliar o alcance do programa.
A ideia é atender principalmente trabalhadores informais, um grupo estratégico para o PT em meio à pré-campanha. A avaliação interna é de que o público é maior do que o previsto, o que pode exigir ajustes no desenho do programa.
Segundo integrantes do governo, o pedido de Lula busca fortalecer o discurso de que o governo não deixará ninguém para trás. Ainda não há detalhes sobre como ficará a inclusão dentro do Desenrola 2.0, nem o cronograma.
A equipe econômica trabalha para incorporar esse contingente, mas pode haver uma reserva de que a inclusão ocorra apenas em uma etapa futura. A escolha depende de como será a operacionalização.
Analistas apontam que a ampliação pode exigir parcerias com mais instituições financeiras. O objetivo é manter a linha de facilitar o crédito para quem paga as contas em dia, sem aumentar inadimplência.
Há preocupação entre bancos com a possibilidade de aumento do endividamento total, mesmo que os novos participantes mantenham pagamentos rigorosos. O tema deve ser discutido com representantes do setor financeiro.
Desenrola 2.0 deve ser anunciado ainda nesta semana, segundo fontes do governo, em meio a reuniões com instituições financeiras. A comunicação oficial, porém, ainda não foi publicada.
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