- Copom deve promover corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,50% ao ano na superquarta.
- XP Investimentos vê comunicado mais hawkish, mantendo cautela; projeta Selic em 13,50% ao final de 2026, com cortes condicionados à dissipação das tensões no Oriente Médio e ao petróleo.
- Daycoval também espera queda de 0,25 ponto, mas ressalta inflação ainda pressionada; IPCA-15 pode subir 0,90%, com impacto de combustíveis e alimentos; desemprego em 6,1% em março e saldo de cerca de 220 mil vagas formais; déficit primário próximo de R$ 70 bilhões.
- ASA, com Leonardo Costa, aponta continuidade do ciclo, porém dependerá dos dados à frente; taxa terminal estimada em 13% ao fim de 2026 e riscos de alta ainda presentes por surpresas inflacionárias.
- No cenário internacional, o Federal Reserve deve manter os juros, o que limita cortes mais agressivos no Brasil e reforça a necessidade de coordenação entre políticas.
O mercado projeta novo corte da Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,50% ao ano. A expectativa acompanha a próxima reunião do Copom, marcada para esta quarta-feira, a chamada superquarta.
A XP Investimentos aponta que o comunicado deve ser mais hawkish que o anterior, mantendo cautela, mas sem sinalizar interrupção do ciclo de cortes no curto prazo. A instituição trabalha com Selic a 13,50% ao fim de 2026, com novos ajustes dependendo do petróleo e da inflação.
O Daycoval também aposta em recuo de 0,25 ponto, mesmo diante de um ambiente desafiador. A instituição ressalta inflação pressionada, com IPCA-15 em alta projetada de 0,90%, além de impactos de combustíveis e alimentos.
Segundo o Daycoval, o cenário doméstico mistura inflação resistente, atividade ainda firme e sinais mistos no mercado de trabalho. A projeção de desemprego em 6,1% em março consta de fatores sazonais, com saldo de cerca de 220 mil vagas formais pelo Caged.
No âmbito fiscal, a instituição aponta déficit primário próximo de R$ 70 bilhões, pressionado pelo pagamento antecipado de precatórios. A leitura é de continuidade do ciclo, porém com maior depender dos dados futuros para confirmar o ritmo.
O economista Leonardo Costa, do ASA, reforça que o comunicado deve reconhecer o arrefecimento parcial das tensões geopolíticas, mas manter o foco nos impactos sobre inflação e expectativas. OASA aponta taxa terminal de 13% ao fim de 2026, com riscos assimétricos.
No panorama internacional, o Fed é visto mantendo os juros diante de inflação pressionada por energia e mercado de trabalho resistente. O ambiente externo ajuda a limitar cortes mais agressivos no Brasil e enfatiza a necessidade de coordenação entre políticas e expectativas.
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