- O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º).
- O Brasil passará a exportar mais de cinco mil produtos com tarifa zero, equivalentes a mais de oitenta por cento das importações da UE de bens brasileiros em 2025.
- Desses itens, 2.714 (noventa e três por cento) são bens industriais, com destaque para máquinas e equipamentos, alimentos, produtos de metal, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e químicos.
- A UE importou US$ 607,7 milhões em máquinas e equipamentos brasileiros em 2025; quase noventa e seis por cento desse valor deverá entrar com tarifa zero após o acordo.
- CNI e entidades do Mercosul vão criar, em parceria com a BusinessEurope, um comitê do setor privado para monitorar a implementação e apoiar a identificação de oportunidades, visando reduzir o custo Brasil, melhorar a infraestrutura, incentivar a inovação e aumentar a produtividade.
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º. Brasil exportará mais de 5 mil produtos com tarifa zero, equivalente a cerca de 80% das importações da UE de bens brasileiros previstas para 2025.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que o acordo abre espaço para ampliar a presença do Brasil no mercado internacional e fortalece a agenda de competitividade industrial do país. A meta é reduzir custos, melhorar infraestrutura, incentivar inovação e aumentar a produtividade.
Entre os itens com benefício fiscal, muitos já não pagam alíquota, enquanto 2.932 produtos terão tarifas zeradas. Desses, 2.714 (93%) são bens industriais, com destaque para máquinas e equipamentos (21,8%), alimentos (12,5%), produtos de metal (9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%) e químicos (8,1%).
A UE importou, em 2025, US$ 607,7 milhões em máquinas e equipamentos brasileiros. Com o acordo, quase 96% desse valor deverá entrar com tarifa zero no mercado europeu.
Comitê setorial de monitoramento
Para acompanhar a implementação, a CNI e entidades da indústria do Mercosul, a Câmara de Indústrias do Uruguai, a União Industrial Argentina e a União Industrial Paraguaia vão criar, em parceria com a BusinessEurope, um comitê do setor privado. A iniciativa visa apoiar a adaptação das empresas aos novos ambientes de negócios e identificar oportunidades concretas.
A coordenação reforça que o fortalecimento da competitividade doméstica será determinante para maximizar os ganhos do acordo. Medidas voltadas à redução do custo Brasil, melhoria da infraestrutura, estímulo à inovação e aumento da produtividade seguem como pilares para ampliar a presença industrial brasileira no mercado europeu.
- Observação: as informações vêm de notas oficiais da CNI e procedimentos de cooperação entre entidades do Mercosul e da UE.
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