- A liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) atingiu R$ 110,9 bilhões em março, já considerando descontos de pagamentos de garantias a investidores afetados pela crise do Master e somando com contribuições antecipadas das instituições associadas.
- O patrimônio líquido ficou em R$ 118,5 bilhões em março, 6,9 bilhões menor do que o encerramento de 2023.
- O índice de liquidez ficou em 2% dos depósitos elegíveis, abaixo da faixa de referência de 2,3% a 2,7%, e no menor patamar desde o início da década.
- Desde janeiro, o FGC já pagou R$ 49 bilhões a quase 870 mil investidores ligados a CDBs do Master, Letsbank, Will Financeira e Banco Pleno, o que representa 94,5% do volume a ser pago (R$ 51,7 bilhões). O impacto total da crise nas reservas é de R$ 57,4 bilhões.
- No final de março, grandes bancos contribuíram com R$ 32,2 bilhões para recompor o FGC, antevendo o pagamento ao longo de 60 meses; o montante foi financiado pelo depósito compulsório, usado para manter a estabilidade do sistema financeiro.
A liquidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) atingiu R$ 110,9 bilhões em março, já descontados os pagamentos de garantias a investidores afetados pela crise do Master. O valor é somado às contribuições antecipadas das instituições associadas.
O patrimônio líquido ficou em R$ 118,5 bilhões no mesmo mês, 6,9 bilhões menor que o registrado no fim de 2023. Com isso, o índice de liquidez ficou em 2% dos depósitos elegíveis, abaixo da faixa de 2,3% a 2,7%.
Desempenho e alertas de liquidez
Desde 2023, o índice fica entre 2,23% e 2,28%. Atualmente, está no menor patamar da década, o que acende alerta para recomposição das reservas.
Desde janeiro, o FGC pagou R$ 49 bilhões a quase 870 mil investidores que tinham CDBs do Master, Letsbank, Will Financeira e Banco Pleno, liquidados pelo Banco Central no escândalo Master. O montante representa 94,5% do total a pagar (R$ 51,7 bilhões).
Impacto da crise e recomposição
Somados aos empréstimos feitos a essas instituições, o efeito da crise do Master nas reservas do fundo chega a R$ 57,4 bilhões. O saldo global leva em conta pagamentos já realizados e créditos concedidos.
No fim de março, grandes bancos contribuíram com R$ 32,2 bilhões antecipados para recompor o FGC. O montante equivale ao que seria pago em 60 meses, aliviando impactos contábeis.
Mecanismo de saque e respaldo institucional
Para reduzir o peso imediato, os recursos foram retirados do depósito compulsório, instrumento que regula a liquidez do sistema e atua como ferramenta de política monetária. O compulsório sustenta segurança financeira.
O FGC atua como entidade privada sem fins lucrativos, criado durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Sua função é assegurar a confiança no sistema, oferecendo garantia de até R$ 250 mil por CPF para depósitos e algumas classes de investimentos.
Entre na conversa da comunidade