- Os preços de energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto em quatro anos, caso os impactos mais graves da guerra terminem em maio.
- O preço médio do barril de Brent em 2026 é projetado em US$ 86, com possibilidade de chegar a US$ 115 por barril se houver mais danos e demora na recuperação.
- O Estreito de Ormuz deve retornar a volumes próximos aos normais até outubro, mas os riscos de preços permanecem elevados.
- Os preços dos fertilizantes podem subir 31% em 2026, com alta de 60% na ureia, pressionando o abastecimento de alimentos.
- A inflação em economias em desenvolvimento pode chegar a 5,8% se a guerra se prolongar; o crescimento agregado deve ficar em 3,6% em 2026.
O Banco Mundial proje0ta alta de 24% nos preços de energia em 2026, caso os impactos mais graves da guerra no Oriente Médio cessem em maio. A previsão considera o cenário-base de curto prazo, com retomada gradual das operações no Estreito de Ormuz até outubro.
Segundo o banco, quedas na interrupção do fornecimento não são garantidas. Se as hostilidades se intensificarem, os preços de energia e de fertilizantes podem subir ainda mais. O cenário base prevê recuperação parcial dos transportes marítimos.
A instituição aponta que o Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo, ainda permanece amplamente fechado. Ataques à infraestrutura energética elevam o risco de novas interrupções no abastecimento.
Os preços do petróleo Brent ficam em patamar elevado, com média prevista de US$ 86 por barril em 2026, ante US$ 69 em 2025. Caso ocorram danos adicionais, a média anual pode alcançar até US$ 115 por barril.
O relatório observa que, de forma cumulativa, a guerra já aumenta preços da energia e, em consequência, da alimentação. A inflação em países em desenvolvimento poderia subir para 5,1% em 2026, se o conflito persistir.
O Banco Mundial também estima alta de 31% nos preços de fertilizantes em 2026, impulsionada pela ureia, o que pode pressionar o custo de alimentos e a renda de agricultores. Programas de assistência alimentar podem ser impactados.
A instituição indica que a inflação e o crescimento econômico de economias em desenvolvimento devem desacelerar em 2026, com crescimento previsto de 3,6% e inflação média de 5,1%, sob o cenário-base. Se o conflito se prolongar, esses números podem piorar.
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