- A 9ª edição do Raio-X do Investidor Brasileiro aponta descompasso entre o que o mercado considera investimento e o que a população realmente investe: 24% fizeram algo de investimento em 2025, mas apenas 10% investiram em produtos financeiros.
- O que é considerado investimento financeiro inclui poupança, CDBs, letras de crédito, fundos, Tesouro Direto, ações e previdência privada; os demais 14 pontos percentuais envolvem bens duráveis, imóveis, negócios e educação.
- Mais da metade do investimento registrado no Brasil ocorre fora do sistema financeiro formal, com 9% em bens duráveis/imóveis e 4% em negócios.
- Entre as classes, 42% das pessoas das classes A/B investiram, sendo 24% em produtos financeiros; nas classes D/E, apenas 12% investiram e 2% dentro do sistema financeiro.
- Cerca de 5% da população (aproximadamente 7,8 milhões de brasileiros) investe sem usar nenhum produto financeiro, com quase metade guardando o dinheiro em casa.
A 9ª edição do Raio-X do Investidor Brasileiro, estudo conjunto da ANBIMA e Datafolha, aponta um descompasso entre o conceito de investimento do mercado financeiro e o que a população entende por investir. Os dados referem-se a 2025.
Segundo a pesquisa, 24% da população afirmou ter feito algum tipo de investimento no ano, porém apenas 10% investiram em produtos financeiros formais. A diferença clara mostra que muitos brasileiros veem investimento além das opções tradicionais.
A pesquisa destaca que o que é considerado investimento varia entre os brasileiros. Enquanto o mercado reúne poupança, CDB, fundos, Tesouro Direto, ações e previdência, muitos associam investimento a aquisição de bens, reforma, abrir negócio ou educação.
Mais da metade do que é investido no país ocorre fora do sistema financeiro, aponta o Raio-X. Entre os 24% que investiram em 2025, 9% aplicaram recursos em bens duráveis ou imóveis e 4% em negócios.
Panorama do descompasso
A análise por classes mostra diferenças relevantes. Nas classes A e B, 42% investiram, sendo 24% em produtos financeiros. Em D e E, apenas 12% investiram, e 2% dentro do sistema financeiro, com foco em bens ou geração de renda.
Outra revelação indica que cerca de 5% da população, aproximadamente 7,8 milhões de brasileiros, investem sem usar nenhum produto financeiro. Parte significativa guarda dinheiro em casa.
Essa dinâmica levanta a questão do objetivo do dinheiro: qual problema financeiro a população busca resolver com o que possui disponível? O estudo sugere que a função do investimento varia conforme a renda e a estabilidade.
O que muda para quem já acumula patrimônio
Para quem já superou necessidades básicas, o investimento financeiro adquire significado mais técnico. O CDI vira referência, a diversificação é estratégia e o risco se mede por volatilidade e comparação a um benchmark.
Para quem ainda está em construção de estabilidade, o investimento é entendido de forma mais ampla. Guardar para a entrada de imóvel, viajar, abrir negócio ou custear educação também é visto como investimento.
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